Brasil, China e UE criam coalizão para impulsionar mercados de carbono
Um só Planeta [Unofficial]
May 8, 2026
Em um esforço para integrar e definir padrões globais para os créditos de carbono, Brasil, China e União Europeia (UE) assinaram nesta quinta-feira (7), na Itália, a criação da Coalizão Aberta para a Conformidade dos Mercados de Carbono. A ideia é reunir representações nacionais que possam colaborar mutuamente e globalizar práticas de negócio nesta que é considerada uma das formas mais eficientes de frear os efeitos do aquecimento do planeta, uma vez que é apoiada em conservação e reflorestamento. Nova Zelândia e Alemanha aderiram como membros. O Brasil presidirá a coalizão durante os dois primeiros anos, com a China e a Comissão Europeia como copresidentes. Os próximos passos na estruturação do colegiado serão definidos na Conferência do Mercado de Carbono, que ocorrerá em 15 de setembro em Wuhan (China). Saiba mais “Com cerca de 80 sistemas de precificação de carbono em vigor em 50 países diferentes, há um claro benefício em trabalhar em conjunto no âmbito desta coligação: fomentar o entendimento mútuo, promover as melhores práticas e elevar os padrões globais. Para a UE, esta é uma oportunidade para avançar na precificação de carbono como a ferramenta mais eficaz em termos de custos para reduzir as emissões, com base em mais de 20 anos de experiência com o Sistema de Comércio de Emissões da UE”, afirmou a Comissão Europeia, que funciona como governo do bloco, em comunicado. A coalizão está aberta a países com mercados de carbono regulamentados nacionalmente, como sistemas de comércio de emissões ou imposto sobre o carbono. Autoridades subnacionais (estaduais e prefeituras) que operam sistemas de precificação de carbono próprios podem participar como observadoras. A iniciativa internacional baseia-se na declaração assinada por líderes mundiais na COP30, em novembro. O movimento coordenado dos países os coloca em oposição à “pressão do governo Trump [dos Estados Unidos] para investir mais em combustíveis fósseis”, observou a agência Bloomberg. Mais Lidas
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