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"textContent": "\nA conferência inaugural sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis, realizada esta semana na cidade de Santa Maria, na Colômbia, terminou com os 59 países participantes se comprometendo a desenvolver planos voluntários que definam como irão acabar com a produção e o uso de petróleo, gás e carvão. “Decidimos não nos resignar a uma economia construída sobre a destruição da vida. Decidimos que a transição para longe dos combustíveis fósseis não poderia mais permanecer um slogan, mas deveria se tornar um esforço concreto, político e coletivo”, disse Irene Vélez Torres, ministra do Meio Ambiente da Colômbia e presidente das negociações, citada pelo The Guardian. Saiba mais Embora os países já publiquem planos com metas climáticas no âmbito do Acordo de Paris, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), ela acrescentou que estes documentos não são suficientes para servirem como roteiros, pois abordam apenas as emissões internas de gases de efeito estufa, permitindo que os países produtores de combustíveis fósseis ignorem o impacto climático de suas exportações. Os participantes também concordaram em apoiar os países mais pobres com a experiência necessária para desenvolver seus roteiros, analisar os subsídios aos combustíveis fósseis e colaborar em políticas comerciais e reformas financeiras. O ideal é que todos estejam com os documentos prontos na 2ª Conferência sobre a Transição Para Longe dos Combustíveis Fósseis, que acontecerá no início de 2027 na ilha de Tuvalu, no Pacífico, tendo a Irlanda como coanfitriã. “Estamos incentivando governos e estados [a elaborarem roteiros antes da próxima conferência], porque, se vierem sem roteiros concretos, perderemos uma oportunidade. Mas, no fim das contas, a participação é voluntária”, comentou Maina Talia, ministra de Assuntos Internos, Clima e Meio Ambiente de Tuvalu, citada pelo The Guardian. A França, presente na conferência copresidida por Colômbia e Países Baixos, saiu na frente e já divulgou o seu \"mapa do caminho\" para longe dos combustíveis fósseis durante o evento. A Estratégia Nacional de Baixo Carbono francesa prevê uma redução de 50% nas emissões brutas de gases de efeito estufa até 2030, em comparação com os níveis de 1990. O mapa para o abandono de fósseis do país europeu estabelece o fim do uso de carvão em 2030, com o fechamento de duas usinas elétricas ainda em 2027; do petróleo, amplamente ligado ao transporte, até 2045, com a estratégia de fortalecer a eletrificação; no caso do gás de origem fóssil, uma das linhas de ação é mudar sistemas de calefação, para o abandono desta fonte em 2050. Avanços para além das cúpulas do clima da ONU Os presentes afirmaram que a reunião de Santa Marta foi bem diferente das cúpulas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), as COPs, marcando uma mudança no sentido de abordar as causas subjacentes das mudanças climáticas, incluindo como reduzir gradualmente o fornecimento de combustíveis fósseis, gerenciando os impactos econômicos e sociais. “Esta conferência é, na verdade, a primeira vez em 30 anos de negociações climáticas em que os países se reúnem para discutir como garantir a eliminação gradual dos combustíveis fósseis”, disse Tzeporah Berman, fundadora e presidente da Iniciativa do Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis, à Associated Press (AP). Fatima Eisam-Eldeen, da Universidade de Barcelona, declarou ao The Guardian: “Por muito tempo, os fóruns multilaterais sobre o clima pareceram salas onde todos falam, mas ninguém entende. Santa Marta quebrou esse padrão. Falou a linguagem da esperança”. Apesar de um resultado promissor, a conferência concluiu que o financiamento é a barreira mais imediata e difícil para abandonar os combustíveis fósseis. “O que estamos ouvindo é que eles [países mais pobres] gostariam de parar de expandir a produção de combustíveis fósseis, mas estão sendo forçados a realizar novos projetos de petróleo, gás e carvão apenas para pagar suas dívidas”, disse Berman. Os participantes também apontaram o papel das restrições fiscais internas e dos sistemas financeiros globais na desaceleração da transição. “Precisamos que os ministros das finanças nos ajudem a encontrar soluções para lidar com os desafios fiscais da transição”, completou Ana Toni, CEO da COP30, que foi realizada em 2025 no Brasil. Mais Lidas",
"title": "Ao final dos debates na Colômbia, países se comprometem com mapas do caminho para eliminação dos combustíveis fósseis"
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