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Novo relatório revela detalhes de caso de preguiças que morreram antes de chegar a parque temático nos EUA

Um só Planeta [Unofficial] April 27, 2026
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Um relatório divulgado na sexta-feira (24) pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês) trouxe detahes sobre a morte de 31 bichos-preguiça que seriam exibidos em um novo parque na Flórida, mas morreram antes mesmo da inauguração do local. Os mamíferos seriam exibidos em uma exposição permanente e aberta ao público no Sloth World (Mundo das Preguiças, em tradução livre), situado em Orlando, com inauguração prevista para este semestre. De acordo com o relatório, muitos dos animais morreram devido às condições em um armazém para onde foram enviados. Outros chegaram à Flórida já mortos ou apresentavam sinais de saúde debilitada e morreram posteriormente, segundo o FWC. As mortes ocorreram entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, mas as informações sobre o ocorrido só foram tornadas públicas na semana passada. Segundo o relatório, fiscais descobriram as mortes ao fazer uma inspeção de rotina no armazém de Orlando, em agosto de 2025. Uma fileira de gaiolas dentro do depósito externo do Sloth World em 7 de agosto de 2025. Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida Segundo o documento, o Sloth World informou à FWC que fez um pedido de 21 preguiças da Guiana, que chegaram em dezembro de 2024 aos EUA, informa a NBC News. Estes 21 animais teriam morrido, conforme o relatório, devido ao que a Sloth World descreveu como um "atordoamento por frio". O parque teria dito à FWC que o armazém "não estava pronto para receber as preguiças, mas já era tarde demais para cancelar o pedido". Antes da chegada dos bichos-preguiça, o local não tinha água nem eletricidade, diz o documento. Para abrigá-las, foram comprados aquecedores elétricos portáteis, mas o relatório indica que eles precisavam ser ligados a partir de outro prédio, utilizando extensões, o que causou o desarme de um fusível. Por isso, não havia aquecimento no prédio na noite em que as preguiças morreram - quando a temperatura chegou na faixa de 7ºC, segundo o órgão. Esses animais são nativos das florestas tropicais e normalmente vivem em áreas com temperaturas que variam de 21 a 30ºC. Ainda segundo o relatório, outros 10 bichos-preguiça vindos do Peru chegaram em fevereiro de 2025. Ao chegarem, 2 foram encontrados mortos, e os 8 restantes morreram posteriormente no armazém devido a complicações de saúde, diz a FWC. Na sexta-feira, quando o relatório foi divulgado, o deputado Maxwell Frost, da Flórida, disse em suas redes sociais que o Sloth World foi fechado e que os 14 bichos-preguiça sobreviventes, encontrados no armazém na ocasião da inspeção surpresa, foram transferidos para o Zoológico da Flórida Central para receberem os cuidados adequados. “Eles foram retirados de seus habitats naturais e levados para um galpão superlotado, sem o aquecimento adequado, o que permitiu a disseminação de vírus mortais e levou a mortes por estresse. Meu gabinete está investigando essa tragédia e trabalharemos em conjunto com as autoridades locais para determinar a melhor forma de proceder", disse Frost. Initial plugin text Nesta postagem, o Zoológico da Flórida Central afirma que sua equipe de cuidados com animais agiu rapidamente para estabelecer um ambiente de quarentena capaz de abrigar as preguiças. "Ao chegarem, nossa equipe veterinária especializada avaliou os animais, muitos dos quais estavam desidratados e abaixo do peso. Alguns estavam em estado mais crítico. Temos o prazer de informar que todas as preguiças parecem estáveis ​​e apresentam sinais iniciais de melhora". Segundo a Sloth Conservation Foundation, esses bichos-preguiça não podem ser devolvidos à natureza. "Muitos estão com a saúde debilitada, os riscos associados ao transporte são significativos e suas origens exatas são desconhecidas, o que cria sérios riscos genéticos para as populações selvagens. Os bichos-preguiça são animais longevos, com expectativa de vida superior a 50 anos, o que significa que esses indivíduos agora enfrentarão uma vida inteira sob cuidados humanos", diz um comunicado oficial. O proprietário do Sloth World negou as alegações da reportagem e afirmou que há "muita informação falsa e imprecisa circulando por aí". "A verdade é que perdemos preguiças que tinham um vírus que mal apresentava sintomas e era indetectável mesmo após a necropsia", disse Ben Agresta à Fox-35 em Orlando. Mais Lidas

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