Tóquio libera uso de shorts no trabalho para reduzir consumo de energia em meio à crise do petróleo e calor intenso
Um só Planeta [Unofficial]
April 24, 2026
O governo de Tóquio, no Japão, passou a incentivar servidores públicos a adotarem roupas mais leves, incluindo o uso de shorts, como estratégia para reduzir o consumo de energia diante da pressão sobre o abastecimento global de petróleo. A medida ocorre em meio aos efeitos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além da proximidade de mais um verão de temperaturas extremas no Japão. A orientação amplia a tradicional campanha Cool Biz, lançada pelo Ministério do Meio Ambiente em meados de 2005, que já permitia a retirada de gravatas e paletós durante os meses mais quentes. “Incentivamos roupas leves que priorizem o conforto, incluindo camisas polo, camisetas e tênis e, dependendo das funções, shorts”, afirmou a governadora de Tóquio, Yuriko Koike ao justificar a medida diante do que classificou como “uma perspectiva severa para a oferta e demanda de eletricidade”, diz o comunicado. Initial plugin text O Japão não é um caso isolado. Países asiáticos têm adotado medidas para conter o consumo diante da alta nos preços do petróleo e da incerteza sobre o fornecimento. O Japão, que depende do Oriente Médio para cerca de 90% de suas importações de petróleo, grande parte passando pelo estratégico Estreito de Ormuz, é considerado vulnerável a um conflito prolongado. De acordo com relatos da imprensa local, o país já acionou suas reservas estratégicas e planeja liberar o equivalente a 20 dias adicionais de petróleo a partir de maio. Paralelamente, busca diversificar fornecedores para reduzir a dependência da rota do Golfo. Initial plugin text Saiba mais A flexibilização no vestuário também é uma resposta ao aumento das temperaturas, que tem forçado empresas japonesas a rever regras de etiqueta corporativa. Em 2025, o país registrou o verão mais quente desde o início das medições, em 1898, de acordo com a agência meteorológica nacional. A agência meteorológica japonesa passou a classificar eventos extremos com um novo termo: kokusho, ou “calor cruel”. “À medida que ficar ainda mais quente, gostaria de chegar mais cedo e também trabalhar de casa”, disse um funcionário público ao jornal Yomiuri Shimbun , reproduzida pelo The Guardian. Ele usou shorts no escritório pela primeira vez. Mais Lidas
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