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SP oferece até R$ 36 mil para produtores ajudarem a salvar pinheiro-brasileiro, árvore que pode desaparecer até 2070

Um só Planeta [Unofficial] April 23, 2026
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Uma árvore típica do Sul e Sudeste do Brasil — e que já foi abundante — pode perder grande parte de seu habitat nas próximas décadas. Para tentar reverter esse cenário, o governo de São Paulo abriu um edital que prevê pagamento de até R$ 36 mil para produtores rurais que adotarem práticas de conservação da Araucaria angustifolia, o famoso pinheiro-brasileiro que dá origem ao pinhão. A iniciativa faz parte de um programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera quem preserva ou recupera áreas naturais. Além dos produtores, organizações podem receber até R$ 250 mil para projetos ligados à espécie. A araucária está ameaçada por décadas de exploração madeireira e pela perda de habitat, agravada pela crise climática. Estudos indicam que, sem intervenção, as áreas adequadas para a espécie podem encolher drasticamente até 2070. Quando ela desaparece, todo o ecossistema ao redor também é afetado. Alimento tradicional em risco O incentivo tem um gancho que vai além da floresta: o pinhão, semente da araucária, faz parte da cultura alimentar de várias regiões do país. Em cidades como Cunha (SP), no Vale do Paraíba, a coleta sustenta famílias há gerações. Nos últimos anos, produtores locais colheram mais de 1.100 toneladas de pinhão, segundo dados do governo estadual. Ainda assim, há sinais de alerta: árvores envelhecendo, pouca regeneração natural e redução de áreas com araucária. Pinhão é fonte de renda para produtores da região de Cunha, em SP. Divulgação/Governo de SP Como funciona o pagamento O programa Pró-Araucária, estruturado pela Fundação Florestal, remunera ações como a preservação de árvores já existentes, plantio de mudas, recuperação de áreas degradadas e manejo sustentável do pinhão. A lógica é simples: quem ajuda a manter a floresta em pé recebe por isso. A proposta também tenta estimular a chamada bioeconomia, conciliando conservação com geração de renda. O projeto piloto será implementado na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, em Cunha — região que concentra mais de 95% da produção de pinhão no estado. Podem participar agricultores familiares, pequenos produtores e organizações que atuem na conservação da espécie. É necessário comprovar vínculo com a terra e atender a critérios ambientais. Como participar Podem se inscrever organizações que atuem na conservação da araucária em Cunha e existam há pelo menos um ano, além de produtores rurais que comprovem vínculo com o imóvel e apresentem a documentação exigida. A participação requer inscrição no prazo e atendimento aos critérios ambientais do programa. Confira o edital do programa, documentação necessária e como se inscrever para participar da seleção, no site do governo de SP. As inscrições vão até dia 15 de maio e a documentação deve ser entregue no Escritório do PESM - Núcleo Cunha (Praça Midair José Teodoro, 101, Cunha | Das 9h às 17h em dias úteis) ou pelo e-mail proaraucaria@fflorestal.sp.gov.br. Mais infos aqui. Siga o Um só Planeta: Mais Lidas

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