COP30 estrutura plano para viabilizar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático até 2035
Um só Planeta [Unofficial]
April 18, 2026
A Presidência da COP30 elevou, durante a semana, a pressão política para transformar em implementação a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático até 2035. A estratégia foi levar o chamado Mapa do Caminho de Baku a Belém às reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, em Washington, nos EUA. As informações constam no site da COP30 na Amazônia. A discussão não é nova, mas tenta, finalmente, estruturar e viabilizar, com mecanismos concretos, uma das maiores metas financeiras já associadas à ação climática global. O destaque da agenda foi a primeira reunião conjunta entre bancos multilaterais de desenvolvimento e fundos climáticos multilaterais para discutir cooperação voltada à ampliação do financiamento para adaptação. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, apresentou uma estratégia para mobilizar recursos públicos e privados, reformar fluxos financeiros e ampliar instrumentos para reduzir custos de capital, sobretudo, em países em desenvolvimento. A proposta inclui reformas em bancos multilaterais, mecanismos para ampliar garantias, destravar investimentos privados, aliviar restrições fiscais de países vulneráveis e conectar financiamento climático a prioridades nacionais. “O Mapa do Caminho de Baku a Belém rumo a US$1,3 trilhão pode dar uma grande contribuição, mesmo que externa à lógica negociadora, com potencial para abrir portas ainda inexploradas", disse Corrêa do Lago, segundo o site da COP30. Resposta histórica A meta de US$ 1,3 trilhão, consolidada no processo entre COP29 e COP30, é observada como uma resposta ao déficit histórico no financiamento climático e busca elevar a escala dos recursos disponíveis para mitigação, adaptação e resiliência. O volume dos recursos, em geral, causa divergências em reuniões multilaterais de países. Outro objetivo prioritário é triplicar o financiamento para adaptação até 2035, um dos pontos considerados mais sensíveis para países vulneráveis. Historicamente, adaptação recebe parcela muito menor dos fluxos climáticos globais do que mitigação. Mais Lidas
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