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R$ 150 milhões por hora: análise revela lucro das 100 maiores empresas petrolíferas com Guerra no Irã

Um só Planeta [Unofficial] April 16, 2026
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As 100 maiores companhias de combustíveis fósseis do mundo lucraram mais de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 150,2 milhões) por hora no primeiro mês da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, de acordo com análise do jornal The Guardian que utiliza dados da empresa de inteligência Rystad Energy. A reportagem relata que o conflito elevou o preço do petróleo para uma média de US$ 100 (R$ 500,8) por barril no mês passado, resultando em lucros estimados em US$ 23 bilhões (R$ 115,2 bilhões) para as petrolíferas. Caso o valor do barril siga nesse patamar, a previsão é que, até o final do ano, elas lucrem US$ 234 bilhões (R$ 1,1 trilhão). Segundo o Euronews, a Comissão Europeia está analisando a implementação de um imposto sobre os lucros excessivos da indústria do petróleo e do gás. O pedido partiu de cinco países da União Europeia (Alemanha, Espanha, Itália, Portugal e Áustria), e visa lidar com o aumento exorbitante das contas de energia. “Isso possibilitaria o financiamento de medidas de alívio temporárias, especialmente para os consumidores, e a contenção da inflação crescente, sem impor encargos adicionais aos orçamentos públicos”, afirmaram os ministros das Finanças das cinco nações em carta datada de 4 de abril. Saiba mais Maior beneficiadas Pela análise do Guardian, a Aramco, da Arábia Saudita, é a empresa que mais deve lucrar com a guerra. Seu lucro estimado é de US$ 25,5 bilhões (R$ 127,6 bilhões) este ano. Em seguida aparece a Kuwait Petroleum Corp, do Kuwait, com previsão de US$ 12,1 bilhões (R$ 60,5 bilhões); a estadunidense ExxonMobil, com US$ 11 bilhões (R$ 55 bilhões), e a russa Gazprom, com US$ 10,8 bilhões (R$ 54 bilhões). As próximas da lista são a estadunidense Chevron e a chinesa PetroChina, com US$ 9,2 bilhões (R$ 46 bilhões) cada; a brasileira Petrobras, com US$ 8 bilhões (R$ 40 bilhões), e a anglo-holandesa Shell, com US$ 6,8 bilhões (R$ 34 bilhões). Completam o ranking das 10 primeiras colocadas: Rosneft, da Rússia, com US$ 6,6 bilhões (R$ 33 bilhões), e ADNOC, de Abu Dhabi, com R$ 6,4 bilhões ( R$ 32 bilhões). “Momentos de crise global continuam a se traduzir em lucros exorbitantes para as grandes petrolíferas, enquanto as pessoas comuns pagam o preço”, disse Patrick Galey, chefe de investigações jornalísticas da Global Witness, que analisou os dados da Rystad Energy para o jornal britânico. Segundo ele, “enquanto os governos não abandonarem o vício em combustíveis fósseis, todo o poder de compra ficará refém dos caprichos de homens fortes”. Jess Ralston, chefe do setor de energia da Unidade de Inteligência Energética e Climática, observou que a crise atual do petróleo e do gás está ilustrando, mais uma vez, o custo da dependência de combustíveis fósseis voláteis. “Investir em tecnologias de emissões líquidas zero não é apenas o caminho para a segurança energética permanente, mas também a única maneira de reequilibrar o sistema climático”, salientou. Ele completou: “Apelos para aumentar a produção de combustíveis fósseis e retroceder em medidas de emissões líquidas zero minariam a segurança energética e aumentariam a exposição a impactos climáticos prejudiciais. Mais Lidas

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