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  "textContent": "\nA usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, preocupa após danos estruturais provocados por um ataque com drone e a demora nos reparos da estrutura de contenção. De acordo com reportagem da Euronews, com base em alertas do Greenpeace, há risco de colapso da proteção interna do reator, o que poderia liberar material radioativo no ambiente. O cenário se agrava às vésperas dos 40 anos do desastre de 1986, que é o mais grave acidente nuclear da história quando um reator explodiu e espalhou contaminação por áreas da atual Ucrânia, Belarus e Rússia. Desde então, o local depende de estruturas artificiais para evitar novos vazamentos. Após a explosão, foi erguido às pressas um “sarcófago” de aço e concreto para conter a radiação. Em 2016, uma segunda camada de proteção, o New Safe Confinement (NSC), foi instalada e custou de € 1,5 bilhão, para reforçar o isolamento do reator destruído. Estrutura comprometida após ataque De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), um ataque com drone em fevereiro de 2025 atingiu a estrutura externa de proteção. Embora inicialmente não tenham sido registrados vazamentos, inspeções posteriores confirmaram a perda de funções essenciais. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que a estrutura “perdeu suas funções primárias de segurança, incluindo a capacidade de confinamento”, ainda que não haja danos permanentes aos elementos estruturais principais. Ele destacou que intervenções já foram realizadas, mas alertou que uma restauração completa segue sendo necessária para evitar a degradação progressiva e garantir a segurança no longo prazo. O principal temor, segundo o Greenpeace, é o colapso da estrutura interna construída após o acidente de 1986. No interior do reator permanecem cerca de quatro toneladas de poeira radioativa, além de combustível nuclear e outros resíduos perigosos. “Isso seria catastrófico”, afirmou o especialista nuclear Shaun Burnie, da organização, em declaração à agência AFP. Segundo ele, como o sistema de contenção mais recente não está 100% funcional, existe a possibilidade de liberação de material radioativo. O diretor da usina, Sergiy Tarakanov, também alertou para a vulnerabilidade da estrutura diante de novos impactos, como ataques próximos. “As partículas radioativas não reconhecem fronteiras”, afirmou. Guerra dificulta reparos O avanço das obras de reparo tem sido limitado pelo contexto da guerra. Autoridades ucranianas acusam a Rússia de atacar a área da usina, em 2022, o que compromete a manutenção da estrutura. Ainda conforme estimativa do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, os danos causados exigem cerca de € 500 milhões para serem reparados - cerca de R$ 2,7 bilhões. Mais Lidas",
  "title": "Sob fogo cruzado na Ucrânia, Chernobyl corre risco de colapso, alerta Greenpeace"
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