Microsoft pausa compras de créditos de carbono
Um só Planeta [Unofficial]
April 13, 2026
Maior investidora em créditos de carbono, a Microsoft desistiu da modalidade - pelo menos por enquanto. Duas pessoas familiarizadas com os planos da gigante da tecnologia disseram ao site Heatmap que funcionários comunicaram a fornecedores e parceiros que novas compras serão suspensas. Não está claro o que motivou a decisão. Contudo, um porta-voz da empresa disse que não se trata de algo definitivo. "Revisamos e avaliamos continuamente nosso portfólio de remoção de carbono, juntamente com as condições de mercado, para encontrar o equilíbrio ideal em nossa trajetória rumo à neutralidade de carbono", afirmou. Saiba mais Além disso, os acordos existentes parecem estar intactos. “...nosso acordo de compra de CDR (Créditos de Remoção de Dióxido de Carbono) recentemente anunciado não foi/não será afetado", garantiu um porta-voz da companhia de soluções de captura e remoção de carbono Svante ao portal especializado Carbon Herald. Com a meta de se tornar carbono negativa até 2030, a Microsoft foi responsável por 96% da compra de serviços de remoção de carbono em 2025, de acordo com estimativa da BloombergNEF. Ela adquiriu 52.35 milhões de toneladas métricas de CO2e. Este ano, a big tech fechou grandes negócios no setor, incluindo um acordo de 626.000 toneladas de bioenergia com captura de carbono (BECCS) no Canadá com a Svante e o Conselho Tribal de Meadow Lake. Apesar disso, suas emissões de gases de efeito estufa aumentaram significativamente devido ao investimento em centros de dados necessários para alimentar a inteligência artificial. Em 2024, a alta foi de 23,4%, e um número semelhante é esperado para 2025, conforme relatado pelo Carbon Herald. O portal salienta que muitas empresas e países têm reavaliado sua abordagem à descarbonização, levando em consideração as condições de mercado. No caso da Microsoft, os custos persistentemente elevados da remoção de dióxido de carbono, com uma variação entre US$ 50 (aproximadamente R$ 251) e US$ 500 (R$ 2,5 mil) por tonelada para abordagens baseadas na natureza e tecnológicas, podem ter levado a uma reconsideração parcial das compras. Mais Lidas
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