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  "textContent": "\nAbelhas são capazes de reconhecer padrões rítmicos mesmo quando a velocidade das sequências varia, aponta estudo publicado na revista Science. A descoberta, publicada na revista Science e repercutida pela Smithsonian Magazine, desafia a ideia de que essa habilidade estaria restrita a humanos, aves e mamíferos. O estudo foi conduzido por pesquisadores liderados pelo neurocientista Andrew Barron, da Macquarie University, que investigaram se um animal com cérebro extremamente pequeno, como o das abelhas, poderia identificar padrões rítmicos. A coautora do estudo, Cwyn Solvi, explicou o fenômeno com uma analogia musical. “Imagine que você está ouvindo uma música, e ela fica mais lenta ou mais rápida, mas você ainda a reconhece. Isso acontece porque você entendeu a estrutura, não apenas um detalhe específico”. Segundo os pesquisadores, isso pode inspirar o desenvolvimento de sensores miniaturizados capazes de reconhecer padrões temporais — com aplicações que vão de reconhecimento de fala e música até diagnósticos médicos, como detecção de arritmias cardíacas ou sinais cerebrais pré-epilépticos. “Que um organismo como a abelha seja capaz de abstrair um ritmo é algo realmente notável”, concluiu Barron. Ritmo Nos experimentos, as abelhas foram treinadas a associar padrões de luz piscante a recompensas. Flores artificiais com LEDs exibiam sequências diferentes. Com o tempo, os insetos aprenderam a distinguir padrões como sequências repetidas de “curto-longo-curto” ou “curto-curto-longo-longo”. Mesmo quando a recompensa foi retirada, continuaram preferindo os sinais que antes indicavam alimento. Na sequência, os cientistas aceleraram e desaceleraram o ritmo das luzes. Ainda assim, as abelhas conseguiram identificar os padrões. “Isso mostra que elas aprenderam um ritmo independentemente do tempo, a primeira evidência de um ritmo flexível em abelhas”, escreveu Barron. Teste em labirinto Para aprofundar a análise, os pesquisadores colocaram as abelhas em um labirinto com piso que vibrava. Diferentes ritmos indicavam direções. As abelhas aprenderam a usar o ritmo como guia de navegação. “Um ritmo indicava virar à esquerda, outro à direita, e nós as treinamos assim. Mostramos que elas conseguiam aprender isso”, disse Barron. Cérebro minúsculo O mecanismo que amparada essa habilidade ainda não é 100% compreendido, mas os resultados sugerem que a percepção de ritmo pode ter origens evolutivas. “Os ritmos estão em toda parte no mundo natural das abelhas”, afirmou Barron. “Grande parte da interação com o ambiente envolve reconhecer padrões repetitivos”. O estudo se soma a uma série de descobertas recentes sobre as capacidades cognitivas desses insetos. Pesquisas anteriores já mostraram que abelhas conseguem realizar operações matemáticas simples, compreender o conceito de “zero”, formar imagens mentais e até interagir com objetos de forma lúdica. Mais Lidas",
  "title": "Mesmo com cérebro minúsculo, abelhas reconhecem padrões rítmicos, diz estudo"
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