{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreidq45kkp4owgnit6rz6hgiv3uq66wr4ult4y6mz23ueyz5ila2j7m",
"uri": "at://did:plc:vsctb4wfj3vrjth7evwvyzcv/app.bsky.feed.post/3miu2psbn4mi2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreif6wycpiwv5dybza7qfieno64d5wgljmihtmlliypkwwsyyaonkgm"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 637506
},
"path": "/clima/noticia/2026/04/06/estudo-revela-como-a-maior-corrente-oceanica-do-planeta-redesenhou-o-clima-global-ha-34-milhoes-de-anos.ghtml",
"publishedAt": "2026-04-06T19:44:12.000Z",
"site": "https://umsoplaneta.globo.com",
"tags": [
"umsoplaneta"
],
"textContent": "\nA formação da Corrente Circumpolar Antártida, a mais poderosa corrente oceânica do planeta, foi decisiva para transformar o clima da Terra há cerca de 34 milhões de anos. Um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences detalha quando e como esse sistema começou a se organizar, e por que ele ainda é central para o equilíbrio climático global. Hoje, a corrente transporta mais de 100 vezes o volume de água de todos os rios do mundo somados e circula livremente ao redor da Antártida, sem barreiras continentais. Mas nem sempre foi assim. Segundo a pesquisa liderada pela cientista Hanna Knahl, do Alfred Wegener Institute, a corrente começou a se formar no período Oligoceno, quando o planeta passou de um clima quente, sem grandes camadas de gelo, para um estado mais frio, com a expansão das calotas polares. Esse processo foi impulsionado pela abertura gradual das passagens oceânicas entre a Antártida, a América do Sul e a Austrália. À medida que esses continentes se afastaram, ventos intensos passaram a circular livremente pelo chamado portal da Tasmânia, permitindo o fortalecimento da corrente. Simulações climáticas indicam que, nesse estágio inicial, o sistema funcionava de forma diferente da atual. Enquanto partes do oceano já apresentavam correntes fortes, outras regiões, especialmente no Pacífico, permaneciam relativamente estáveis, sugerindo uma reorganização gradual da circulação global. Na época, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera girava em torno de 600 partes por milhão, um nível superior ao atual e que pode ser novamente atingido até o fim do século em cenários de altas emissões. Os pesquisadores destacam que a formação da corrente teve papel decisivo na captura de carbono pelos oceanos, contribuindo para a queda das temperaturas globais e para o início da chamada era do gelo do Cenozóico, marcada pela presença permanente de gelo nos polos. Para os autores, entender esse passado é fundamental para interpretar as mudanças atuais. “A corrente, em sua fase inicial, influenciava o clima de maneira muito diferente de hoje”, afirma Knahl. O estudo também reforça a importância de modelos climáticos integrados, que consideram simultaneamente oceano, atmosfera, gelo e continentes. Esse tipo de abordagem tem permitido reconstruir com mais precisão como grandes sistemas da Terra se reorganizam, e quais podem ser seus efeitos em um planeta em aquecimento. Mais Lidas",
"title": "Estudo revela como a maior corrente oceânica do planeta redesenhou o clima global há 34 milhões de anos"
}