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  "textContent": "\nAs primeiras imagens enviadas pela missão Artemis II recolocam a Terra no centro de uma perspectiva rara: a de quem a observa de fora, despertando fascínio entre internautas. \"Nossa casa é linda!\", \"Foto de família\"; \"De cair o queixo\" são alguns dos milhares de comentários que acompanham a postagem feita pela agência espacial americana (Nasa), na sexta-feira (3). A bordo da cápsula Orion, a mais de 180 mil quilômetros de distância, astronautas registraram o planeta como um disco azul intenso, recortado por nuvens brancas e iluminado por uma aurora verde. A fotografia feita pelo comandante Reid Wiseman mostra a curvatura da Terra pela janela da nave. Em outra imagem, o planeta aparece inteiro, isolado no espaço. “É impressionante pensar que, com exceção de nós quatro, todos estão ali”, disse Lakiesha Hawkins, da NASA. As imagens chegam um dia e meio após o lançamento da missão, a primeira viagem tripulada rumo à Lua desde a Apollo 17, em 1972. A tripulação deve contornar o satélite natural e retornar à Terra sem pouso, repetindo um tipo de trajetória que marcou a história da exploração espacial. Initial plugin text Mas o impacto dessas fotos vai além do feito tecnológico. Ao longo das últimas décadas, imagens semelhantes ajudaram a transformar a maneira como a humanidade enxerga o próprio planeta. O exemplo mais emblemático veio justamente da era Apollo. Em 1968, durante a missão Apollo 8, a fotografia conhecida como “Earthrise” mostrou a Terra surgindo no horizonte lunar, pequena, frágil e solitária. Anos depois, em 1972, a Apollo 17 registraria a icônica “Blue Marble”, uma imagem que se tornaria símbolo do movimento ambientalista global. “Earthrise”, de 1968. Nasa Essas fotografias ajudaram a consolidar a ideia de um planeta único, sem fronteiras visíveis, reforçando a percepção de interdependência entre ecossistemas e sociedades. Não por acaso, surgiram em paralelo a marcos como a Conferência de Estocolmo de 1972, considerada um ponto de virada na agenda ambiental internacional. Em 1972, a Apollo 17 registraria a icônica “Blue Marble”. Nasa Mais de meio século depois, as novas imagens da Artemis II retomam essa tradição, agora em um contexto de crise climática e guerras devastadoras. O planeta azul que aparece nas fotografias é o mesmo que enfrenta aquecimento global, perda de biodiversidade e eventos extremos cada vez mais frequentes. A distância, nesse caso, funciona como lente crítica, pois ao reduzir a Terra a um ponto no espaço, as imagens reforçam sua vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, evidenciam a contradição de uma espécie capaz de viajar à Lua, mas ainda incapaz de conter a degradação do próprio lar. O próprio relato dos astronautas revela esse impacto. Ao ver o planeta preencher completamente as janelas da cápsula, Wiseman descreveu o momento como “o mais espetacular”, capaz de interromper a rotina da tripulação. A experiência ecoa o chamado “overview effect”, sensação relatada por astronautas ao observar a Terra do espaço, marcada por um sentimento de conexão e responsabilidade global. Se no passado as imagens da corrida espacial ajudaram a inaugurar uma consciência ambiental, agora elas retornam em um momento decisivo. Mais do que fascínio, evocam a sentença de que a Terra continua sendo, até aqui, o único lugar possível para a vida humana. Mais Lidas",
  "title": "Imagens da Terra reveladas pela missão Artemis II causam fascínio e cobram novo olhar sobre o planeta em crise"
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