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Seca pode acelerar resistência a antibióticos e ampliar risco global à saúde, aponta estudo

Um só Planeta [Unofficial] March 30, 2026
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A intensificação das secas, em que a crise climática atua diretamente, pode estar favorecendo um dos maiores desafios da saúde no mundo: a resistência a antibióticos. Um novo estudo, divulgado pela EuroNews, feito por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), identificou que regiões mais áridas apresentam maior concentração de microrganismos resistentes, indicando que mudanças ambientais no solo estão diretamente ligadas ao avanço desse fenômeno. A pesquisa analisou dados de 116 países e encontrou uma correlação entre o índice de aridez e a frequência de resistência antimicrobiana em ambientes hospitalares. Bactérias mais resistentes Os antibióticos têm origem, em grande parte, em microrganismos presentes no solo. Nesse ambiente, essas substâncias naturais funcionam como mecanismos de defesa entre espécies. “Secas estão criando efeitos semelhantes ao uso excessivo de antibióticos em ambientes clínicos: ambos favorecem a seleção de resistência”, explicou professora de biologia e geobiologia do Caltech, Dianne Newman. Esse efeito faz com que bactérias mais resistentes sobrevivam e se multipliquem. Outro fator negativo é a capacidade de transferência genética entre bactérias. Genes de resistência podem ser compartilhados rapidamente entre diferentes espécies, ampliando o alcance do problema. A resistência antimicrobiana já é responsável por mais de 35 mil mortes por ano na União Europeia e é considerada uma das maiores ameaças à saúde global. Projeções indicam que, até 2050, esse número pode alcançar 39 milhões de mortes em todo o mundo. O alerta é ainda mais dramático diante das projeções climáticas: até o fim do século, cerca de cinco bilhões de pessoas podem viver em regiões áridas. Mais Lidas

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