'Tartaruga vovó' monitorada há quase quatro décadas volta a desovar em praia do Espírito Santo
Um só Planeta [Unofficial]
March 29, 2026
Uma tartaruga marinha que vem sendo acompanhada há quase quatro décadas, precisamente 37 anos, voltou a desovar no litoral norte do Espírito Santo, no mesmo local onde havia sido registrada pela primeira vez nos anos 1980. O caso, divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é considerado o mais longo monitoramento reprodutivo já documentado no país. A fêmea, da espécie tartaruga-cabeçuda, foi marcada ainda em 1988 e reencontrada em dezembro de 2025 durante a temporada de desova. Com isso, passou a ser considerada uma das mais longevas em atividade reprodutiva no Brasil. Filhotes de tartaruga seguem em direção ao mar João Pompeu/Cequa INPA/AM Ciclo de vida Tartarugas marinhas podem levar décadas para atingir a maturidade sexual e costumam retornar às mesmas praias onde nasceram para desovar. No caso brasileiro, a temporada de desova ocorre, em geral, entre setembro e março. Equipes percorrem centenas de quilômetros de praias para monitorar ninhos e proteger filhotes. Conservação No Brasil, as ações de conservação das tartarugas marinhas começaram no fim da década de 1970 e seguem com o trabalho integrado de órgãos públicos e do Projeto Tamar. “Trabalhamos ao longo de todo o ano em diversas frentes, como análise de impacto ambiental, ações de sensibilização e educação ambiental, além do monitoramento em campo”, explica o coordenador do Projeto Tamar. Hoje, a poluição por resíduos sólidos, sobretudo, plásticos, é um dos principais problemas - os animais confundem o material com alimento. A pesca também segue como um desafio. Mais Lidas
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