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"textContent": "\nA Amazônia Legal registrou, em fevereiro de 2026, o menor desmatamento para o mês em oito anos, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon. Foram 69 km² de floresta derrubada, uma queda de 42% em relação aos 119 km² detectados no mesmo mês do ano passado.O resultado indica o recuo no chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto a julho por causa do regime de chuvas na região. Na série histórica do instituto, foi o menor índice para o mês de fevereiro desde 2017. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, a área devastada somou 1.264 km², 41% abaixo dos 2.129 km² registrados no mesmo intervalo anterior. “A queda no desmatamento da Amazônia é essencial para a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil e para o combate às mudanças climáticas, que têm deixado eventos extremos como secas e tempestades mais intensos e frequentes em todo o mundo”, afirmou o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do instituto, Carlos Souza Jr. Queda O Pará continua liderando a área desmatada no acumulado desde agosto, com 398 km², embora tenha reduzido em 54% a devastação na comparação anual. O mesmo Estado convive com um problema: abriga a unidade de conservação mais desmatada nesses sete meses, a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que perdeu 34 km² de floresta no período, o equivalente a 16 campos de futebol por dia. Amazonas e Acre A mudança mais sensível do ranking ocorreu fora do eixo tradicional. Mato Grosso, que costumava figurar entre os líderes, caiu para a quarta posição após reduzir 51% do desmatamento, enquanto o Acre ganhou espaço no topo da lista. Desmatamento recua na maioria dos estados da Amazônia entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, com destaque para quedas no Pará (-54%) e Mato Grosso (-51%); Roraima é o único a registrar alta (+11%). Reprodução/Imazon A pesquisadora do Imazon Larissa Amorim considera que o movimento ajuda a mostrar uma expansão territorial da pressão sobre a floresta, especialmente na região da Amacro, que reúne áreas do Acre, Amazonas e Rondônia e vem sendo marcada pelo avanço da pecuária sobre terras públicas ainda florestadas. “A saída do Mato Grosso do topo do ranking durante esse período não indica perda de relevância do estado no cenário do desmatamento. O que estamos observando é uma ampliação territorial da dinâmica do desmatamento na Amazônia Legal”, frisou. Roraima Roraima destoou de todos os demais estados. Foi o único a registrar aumento no acumulado de agosto a fevereiro, passando de 160 km² para 177 km², alta de 11%. O município de Caracaraí concentrou a maior derrubada da Amazônia no período, com 66,4 km². Por sua vez, a pesquisadora do Imazon, Raissa Ferreira, analisa que o fato está ligado ao regime climático do estado, onde o início do ano é mais seco que no restante da Amazônia, favorecendo o avanço do desmatamento. Saiba mais Áreas protegidas Segundo o infográfico do SAD, 79% do desmatamento detectado no mês ocorreu em áreas privadas ou sob diferentes estágios de posse. O restante foi registrado em assentamentos, unidades de conservação e terras indígenas. Degradação A degradação florestal, associada sobretudo a queimadas e exploração madeireira, também caiu. Em fevereiro, o Imazon detectou 13 km² de florestas degradadas, 93% menos que no mesmo mês de 2025. Mesmo com a redução, a degradação segue concentrada. Mato Grosso lidera o acumulado com 1.255 km², seguido pelo Pará, com 677 km². Juntos, os dois estados respondem por 85% de toda a área degradada na Amazônia no período. Já o Acre chamou atenção por registrar alta de 50%, passando de 72 km² para 108 km². Roraima também teve aumento, de 10%. Mais Lidas",
"title": "Desmatamento na Amazônia cai ao menor nível para fevereiro em oito anos, mas nem tudo é boa notícia"
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