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"textContent": "\nA Índia anunciou a atualização de sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), com novas metas climáticas para o período de 2031 a 2035. O plano prevê reduzir em 47% a intensidade de emissões do PIB em relação a 2005 e elevar para 60% a participação de fontes não fósseis na capacidade instalada de energia elétrica até 2035. As NDCs são compromissos voluntários apresentados pelos países no âmbito do Acordo de Paris. No caso indiano, o novo pacote também inclui a criação de um sumidouro de carbono entre 3,5 bilhões e 4 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente por meio da ampliação de florestas e cobertura arbórea. Os novos objetivos foram aprovados pelo gabinete do governo em 25 de março e serão comunicados à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Segundo o ministro de Ferrovias e Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw, as metas seguem o ciclo de atualização de cinco anos previsto no acordo climático. O governo afirma que a revisão se baseia em metas anteriores já parcialmente cumpridas antes do prazo. Entre 2005 e 2020, a intensidade de emissões caiu 36%. Em fevereiro de 2026, fontes não fósseis já respondiam por 52,57% da capacidade instalada de energia, superando antecipadamente a meta de 50% prevista para 2030. Em entrevista ao site Mongabay, Shruti Sharma, do International Institute for Sustainable Development (IISD), a atualização mantém a estratégia pragmática da Índia, com metas consideradas factíveis e foco na implementação, abordagem que tem permitido ao país cumprir compromissos antes do prazo. Desafios de financiamento e ambição Apesar dos avanços, especialistas apontam lacunas. Avaliações indicam que a transição exigirá forte mobilização de recursos, com necessidade estimada de cerca de US$ 5,15 trilhões entre 2025 e 2050, montante que dificilmente será coberto apenas por financiamento multilateral. Também há críticas quanto à falta de detalhamento sobre como as metas se distribuem entre setores como energia, indústria e transporte. Analistas avaliam ainda que a meta de 60% de energia limpa pode ser conservadora, já que esse patamar pode ser alcançado antes de 2030, considerando o ritmo atual de expansão. O plano inclui medidas de adaptação climática, como restauração de manguezais, sistemas de alerta para ciclones, monitoramento de geleiras e infraestrutura resiliente a eventos extremos. Também prevê planos de ação contra o calor e programas comunitários de preparação para desastres. Mais Lidas",
"title": "Índia atualiza plano climático e mira corte de 47% nas emissões até 2035"
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