{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreifc6paq3u5u4lhkycgwmd4yecy32x645fw7tex7yrh2ahvm34xtqm",
    "uri": "at://did:plc:vsctb4wfj3vrjth7evwvyzcv/app.bsky.feed.post/3mhzbjken5st2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreib34gmddb5tbneepp3rtbeoazdvfg63c3hfhs7bvfpadjql4wmss4"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 180578
  },
  "path": "/clima/noticia/2026/03/26/gelo-marinho-no-artico-atinge-menor-pico-historico-pelo-segundo-ano-seguido-aponta-nasa-imagens-mostram-cenario-preocupante.ghtml",
  "publishedAt": "2026-03-26T19:40:02.000Z",
  "site": "https://umsoplaneta.globo.com",
  "tags": [
    "umsoplaneta"
  ],
  "textContent": "\nO gelo marinho do Ártico atingiu, este ano, o menor pico de extensão já registrado na era de satélites pelo segundo ano consecutivo, o que reforça os sinais de transformação acelerada no sistema climático global. Em 15 de março, a cobertura chegou a 5,52 milhões de milhas quadradas (14,29 milhões de km²), praticamente empatando com o recorde mínimo observado em 2025, segundo dados da National Aeronautics and Space Administration (NASA) e do National Snow and Ice Data Center (NSIDC). O resultado não é um evento isolado. Insere-se em uma tendência de queda ao longo de décadas — e ocorre em um momento em que a ciência climática busca traduzir, com precisão, os impactos do aquecimento global sobre o planeta. Initial plugin text Tendência O pico de gelo registrado neste inverno ficou cerca de 1,3 milhão de km² abaixo da média observada entre 1981 e 2010, um indicador da perda progressiva de massa no Ártico. “Um ou dois anos com níveis baixos não significam necessariamente muito por si só”, afirmou o cientista do NSIDC, Walt Meier. No entanto, dentro da trajetória de queda contínua desde 1979, os dados reforçam o diagnóstico de mudança estrutural no gelo marinho ao longo das estações. Também há observações sobre alterações na qualidade do gelo. Imagens do satélite ICESat-2 indicam que grande parte da cobertura atual é mais fina, sobretudo, em regiões como o Mar de Barents, ao norte da Europa. Menos gelo, menor resistência A diminuição da espessura tem implicações diretas para a estabilidade do sistema. O gelo mais fino se forma e derrete com maior rapidez, dificultando a formação de gelo de múltiplos anos — o que funcionava como uma espécie de “reserva” permanente no Ártico. Menos formação de gelo novo acarreta redução do acúmulo de camadas mais antigas. O resultado é um Ártico mais vulnerável às variações de temperatura e mais sensível aos efeitos do aquecimento global. Enquanto o Ártico mantém a trajetória de queda, a Antártica apresentou em 2026 um comportamento diferente. O gelo marinho atingiu seu mínimo anual em fevereiro com uma extensão maior do que a observada nos últimos quatro anos — ainda abaixo da média histórica, mas distante do recorde negativo registrado em 2023. A diferença entre os polos é um exemplo da complexidade do sistema climático, alegou a NASA. Embora ambos sejam afetados pelo aquecimento global, respondem de maneiras diferentes a fatores como circulação oceânica, ventos e variações regionais de temperatura. Crise em andamento A NASA e o NSIDC apontam que a redução do gelo marinho no Ártico é um dos indicadores mais sensíveis da mudança climática. Além de refletir o aumento das temperaturas, o fenômeno também contribui para acelerá-lo: menos gelo significa menor capacidade de refletir a radiação solar, ampliando o aquecimento da superfície. Esse ciclo de retroalimentação ajuda a explicar por que o Ártico aquece em ritmo mais acelerado do que a média global. Um exemplo desse processo é a geleira Thwaites, na Antártida, conhecida como “geleira do fim do mundo”. Cientistas alertam que seu colapso pode elevar o nível global do mar em até cerca de 60 centímetros nas próximas décadas, afetando milhões de pessoas em cidades costeiras. Mais Lidas",
  "title": "Gelo marinho no Ártico atinge menor pico histórico pelo segundo ano seguido, aponta NASA; imagens mostram cenário preocupante"
}