Mais de 480 kg de lixo são retirados da Baía de Guanabara em mobilização com quase 400 voluntários
Um só Planeta [Unofficial]
March 25, 2026
Um dos ecossistemas costeiros mais pressionados do país, a Baía da Guanabara voltou a expor a dimensão do problema do lixo descartado irregularmente. Em apenas algumas horas, uma mobilização reuniu 394 voluntários e retirou mais de 482 quilos de resíduos do ambiente, durante a quinta edição do CleanUp Bay, realizada em 21 de março, em alusão ao Dia Mundial da Água. A ação ocorreu simultaneamente em cinco municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Niterói, Tanguá, Rio de Janeiro e Magé, e combinou coleta e triagem de resíduos, com projetos socioambientais, poder público e sociedade civil. Pressão Plásticos voltaram a aparecer como o principal tipo de resíduo encontrado. Também há cigarros. “A nossa atividade não é apenas sobre coletar lixo ou sobre ele estar na praia, mas para refletirmos sobre a complexidade e o impacto da poluição em relação à perda da biodiversidade e sobre o nosso próprio bem-estar humano”, afirmou a gerente de Projetos Ambientais da Responsabilidade Social da Petrobras, Gregório Araújo. Bitucas de cigarro recolhidas durante mutirão Carol Sampaio/Divulgação REDAGUA Apesar da pressão estabelecida, a Baía de Guanabara é a fonte de sustento para comunidades locais, com pescadores e catadores de caranguejo. “A Baía de Guanabara está viva e muito produtiva”, destacou a bióloga Janaína Oliveira, coordenadora do Projeto UÇÁ. Mobilização O CleanUp Bay já retirou mais de 3,7 toneladas de resíduos em ações de curta duração, com a participação de mais de 1.300 voluntários. A iniciativa integra a Rede de Conservação Águas da Guanabara, que reúne projetos voltados à conservação marinha e à promoção de práticas sustentáveis, com apoio do Programa Petrobras Socioambiental. O impacto da ação vai além da retirada imediata de resíduos e se estabelece na transformação de hábitos. “A ação na Praia Vermelha reuniu mais de 200 pessoas que puderam refletir sobre o quanto estamos consumindo em excesso e descartando os resíduos de maneira errada”, afirmou a coordenadora do Projeto Cavalos-Marinhos, Natalie Freret-Meurer. Mais Lidas
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