{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreih2fdi2t2hcrs6wtx3a5ycr3g7obn5b5y2y3yx2wdohsnlf2vwgbu",
"uri": "at://did:plc:vsctb4wfj3vrjth7evwvyzcv/app.bsky.feed.post/3mhtt7che6jv2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiev3pr6jzt2r3bt64hx5ggq6uk5nkzinemqr24drjntwuqa25y3mq"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 118980
},
"path": "/biodiversidade/noticia/2026/03/24/cop15-asia-e-america-do-sul-tem-maior-variedade-de-peixes-de-agua-doce-em-risco.ghtml",
"publishedAt": "2026-03-24T12:00:44.000Z",
"site": "https://umsoplaneta.globo.com",
"tags": [
"umsoplaneta"
],
"textContent": "\nÁsia e América do Sul contêm a maior biodiversidade de peixes de água doce sob ameaça no mundo, aponta documento a ser examinado na COP15 em Campo Grande, e publicado nesta terça-feira (24). De acordo com o relatório, as populações migratórias destes animais diminuíram cerca de 81% desde 1970. A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce é uma pesquisa produzida pela CMS (Convenção para a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens), ambiente das ONU (Organização das Nações Unidas) que se reúne esta semana no Brasil e dedica seus trabalhos à preservação de animais que viajam pelo planeta anualmente, e os territórios essenciais para esta peregrinação. Quase todas (97%) as 58 espécies de peixes migratórios listadas na CMS (incluindo espécies de água doce e salgada) estão ameaçadas de extinção. No encontro no Mato Grosso do Sul, as listas da convenção devem ser atualizadas. “As populações de animais que habitam ecossistemas de água doce estão diminuindo mais rapidamente do que as populações de animais terrestres e marinhos, mas o colapso das populações de peixes migratórios de água doce recebeu pouca atenção internacional”, argumenta o relatório. COP15: Representantes de mais de 130 países na capital para debater proteção da fauna A análise identifica 325 espécies migratórias de peixes de água doce como candidatas a esforços internacionais coordenados de conservação, tema para análise na COP15. É um acréscimo enorme considerando que hoje apenas 24 espécies de peixe deste habitat estão nas listas da CMS. Peixes migratórios dependem de corredores livres, seja em mar ou terra, conectando áreas de desova, alimentação e viveiros, o que em centenas de vezes ultrapassa as fronteiras entre países, apontam os dados. A necessidade de uma visão internacional integrada sobre os animais migratórios, essenciais para seus ecossistemas, é um dos pilares deste grupo de trabalho da ONU. Quando barragens, fluxos alterados ou degradação do habitat interrompem esses caminhos, as populações podem diminuir rapidamente, como as análises vêm mostrando. “Peixes migratórios de água doce — um grupo de espécies que mantêm a saúde dos rios, sustentam algumas das maiores pescas continentais do mundo e alimentam centenas de milhões de pessoas — estão entre os animais silvestres mais ameaçados do planeta”, aponta a avaliação. Distribuição de espécies de peixes de água doce ameaçadas Ásia: 205 América do Sul: 55 África: 42 Europa: 50 América do Norte: 32 Fonte: CMS (o total ultrapassa 325 porque algumas espécies ocorrem em vários continentes) Segundo a análise entregue aos representantes de 133 países reunidos no Mato Grosso do Sul, as bacias fluviais prioritárias incluem a Amazônica e Bacia Platina (formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai) na América do Sul; o Danúbio na Europa; o Mekong na Ásia; o Nilo na África e o Ganges–Brahmaputra do subcontinente indiano. As iniciativas indicadas para aprimorar a conservação das espécies são a proteção dos corredores migratórios e dos fluxos ambientais, a formulação de planos de ação nas bacias mais importantes, o que implica em monitoramento transfronteiriço, e pescas sazonais coordenadas. “Preparado por especialistas científicos da CMS utilizando extensos conjuntos de dados globais e avaliações da IUCN de quase 15 mil espécies de peixes de água doce, o relatório oferece a visão mais abrangente e atualizada sobre as necessidades de conservação de peixes de água doce migratórias”, afirma comunicado da COP15 sobre o documento. Turismo: mergulhe com o dourado, peixe dominante nos rios de MS Anfitriã da COP15, o Brasil está propondo medidas de conservação relacionadas aos dois maiores sistemas fluviais da América do Sul, as bacias Amazônica e Platina. Entre as espécies destacadas está a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii), peixe que vive no fundo do rio e pode chegar a 2 metros de comprimento, conhecido por sua pele metálica dourada/prateada, valorizado na pesca comercial. Reconhecido pela migração de água doce de maior ciclo de vida de qualquer peixe, sua jornada abrange 11 mil quilômetros, desde as nascentes andinas até viveiros costeiros. O Brasil também propôs a inclusão do pintado (Pseudoplatystoma corruscans) ao Anexo II da CMS (de espécies que merecem atenção), destacando a necessidade de ação coordenada na Bacia da Prata, onde eles são ameaçados por barragens, fluxos alterados e pressões de pesca. A COP15 ocorre até o próximo domingo (29) em Campo Grande. Mais Lidas",
"title": "COP15: Ásia e América do Sul têm maior variedade de peixes de água doce em risco"
}