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  "textContent": "\nO Centro Brasil no Clima (CBC) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS), com o apoio da Itaúsa, lançaram a segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas. A publicação reúne dados estratégicos sobre os 26 estados e o Distrito Federal, organizando informações sobre políticas públicas, emissões, planejamento, financiamento climático e adaptação. Um dos destaques do relatório é que apenas quatro estados - Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Piauí - possuem Planos de Ação Climática (PLACs) que integram, de forma conjunta, os temas de mitigação e adaptação. Além disso, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Sul, Sergipe e Ceará iniciaram a elaboração dos planos durante ou após a COP30, que aconteceu em Belém, no Pará, em novembro do ano passado. E São Paulo e Distrito Federal estruturam planos em documentos setoriais distintos. O PLACs são instrumentos estratégicos essenciais que estabelecem metas de mitigação e adaptação a eventos extremos até 2050. Eles visam a transição para uma economia de baixo carbono e o aumento da resiliência territorial diante da crise climática, integrando ações de governos, estados e municípios. As ações estaduais agora podem seguir as estratégias do Plano Clima, lançado esta semana pelo pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). “Os estados terem esses planos é o primeiro passo para começar a ter uma ação mais concreta”, disse Thais Ferraz, diretora programática do ICS, ao jornal O Globo. Ela continuou: “A gente fala muito de custo da inação. Quando a gente compara esse anuário com a edição anterior, tem sim uma melhora dos estados, em relação à elaboração dessas políticas públicas, mas não na mesma medida que a gente tem o avanço desses desastres”. O relatório aponta que 2024 foi o ano mais severo em desastres climáticos da década no Brasil, com 4.699 ocorrência - estiagens (27%), chuvas intensas (27%) e incêndios (24%) - com prejuízos de R$ 38 bilhões. Também relata que o desmatamento caiu, mas os incêndios dispararam. O primeiro teve queda de 32,4% em 2024, atingindo 1,24 milhão de hectares, com redução em cinco dos seis biomas - a Mata Atlântica teve 2% de aumento. Por outro lado, as queimadas explodiram: +92& no Cerrado, +68% na Amazônia, +492% na Mata Atlântica e +176% no Pantanal. Pará e Mato Grosso concentraram 46% de toda a área queimada do país — mais de 14,2 milhões de hectares. No estado de São Paulo, a área queimada cresceu 1.349%; no Paraná, 912%; no Distrito Federal, 374%. Apenas 6 estados registraram queda: Amapá, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Em relação às emissões, o Brasil emitiu 2,1 bilhões de tCO₂e em emissões brutas e 1,5 bilhão em emissões líquidas em 2024. Todas as regiões, com exceção do Sudeste, apresentaram queda nas emissões líquidas entre 2023 e 2024, especialmente o Norte, graças à redução do desmatamento. O Amazonas tornou-se o maior sumidouro líquido do país, com remoções de aproximadamente 162 MtCO₂e. A agropecuária segue como o segundo maior setor emissor (626 MtCO₂e), dominada pela fermentação entérica do gado bovino, enquanto a energia emitiu 423,7 MtCO₂e, concentradas no transporte rodoviário. Outro dado relevante é que o Brasil possui 58 milhões de hectares de pastagens degradadas prontas para conversão sustentável. Além disso, a participação dos resíduos nas emissões nacionais subiu de 3,8% em 2015 para 4,5% em 2024, principalmente pelo aumento urbano, populacional e de consumo. Falta de dinheiro Uma das dificuldades que os estados enfrentam é a falta de orçamento próprio para ações climáticas, de acordo com o Anuário. Para resolver isso, muitos deles estão formando consórcio, como na Amazônia e no Nordeste, de forma a, por exemplo, facilitar acesso a recursos de bancos multilaterais. Ferraz salientou ao O Globo que, além do financiamento público, é preciso buscar mecanismos de recursos privados e investir em soluções baseadas na natureza, que utilizam ecossistemas, como florestas, rios e manguezais, para reduzir impactos ambientais. “A gente precisa investir na descarbonização de combustíveis, no setor de resíduos, que a gente vê, no Anuário, que ainda é uma área que alguns estados têm dificuldades. Mas ao mesmo tempo alguns estados conseguiram uma evolução grande, então mostra que é possível”, completou. O documento concluiu que o Brasil começou a estruturar sua resposta climática, mas precisa acelerar para estar à altura do desafio. “Até 2035, o desafio é consolidar uma transformação estrutural da economia, garantindo estabilidade regulatória e integração entre política climática e política industrial. Em ambos os horizontes, a variável decisiva será a coordenação entre esses instrumentos e, sobretudo, entre União, estados e municípios, para que metas nacionais se traduzam em políticas territoriais coerentes, sistêmicas e implementáveis”, finaliza o texto. Mais Lidas",
  "title": "Apenas quatro estados do Brasil têm planos de ação climática que integram mitigação e adaptação, aponta estudo"
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