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Aquecimento global deve aumentar o sedentarismo e agravar problemas de saúde; entenda motivos

Um só Planeta [Unofficial] March 17, 2026
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O aquecimento global já impacta a prática de atividade física pelo mundo. E um estudo recente publicado na revista Lancet Global Health constatou que quanto mais calor, maior tende a ser o sedentarismo, tendo como consequência cerca de meio milhão de mortes prematuras adicionais por ano e perdas de produtividade entre US$ 2,4 bilhões e US$ 3,68 bilhões até 2050. Os pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica da Argentina, da Pontifícia Universidade Católica do Chile e da Universidade de los Andes, da Colômbia, analisaram dados de 156 países entre 2000 e 2022 e modelaram como o aumento das temperaturas pode afetar a prática de exercícios globalmente. A descoberta foi que cada mês adicional com temperatura média acima de 27,8°C aumentaria a inatividade em uma média de 1,5 ponto percentual. O aumento é ainda maior - 1,85 ponto - em países de baixa e média renda. Saiba mais Pelos dados do trabalho, a redução da atividade física já é um grande problema de saúde global, sendo responsável por cerca de 5% de todas as mortes de adultos. Ao The Guardian, o autor principal Christian García-Witulski, pesquisador do Lancet Countdown Latin America e professor da Pontifícia Universidade Católica da Argentina, apontou que o sedentarismo aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, certos tipos de câncer e transtornos de saúde mental, fatores que reduzem a expectativa de vida. Com o aumento do calor, a previsão é que os maiores aumentos do sedentarismo ocorram em regiões normalmente mais quentes. Por exemplo, a América Central, o Caribe, o leste da África subsaariana e o sudeste asiático equatorial. Neles, a inatividade poderá aumentar em mais de quatro pontos percentuais por mês. “Esta não é apenas uma história sobre o clima, é também uma história sobre desigualdade. Os locais que deverão enfrentar os maiores aumentos na inatividade impulsionada pelas mudanças climáticas são frequentemente os mesmos locais com menos recursos para se adaptar”, disse García-Witulski. E ele continuou: “Em ambientes onde as pessoas têm menos acesso a refrigeração, menos alternativas seguras em espaços fechados e menos flexibilidade em suas rotinas diárias, o calor parece estar mais propenso a resultar em redução da atividade física”. Os pesquisadores observaram que os resultados mostram que a atividade física deve ser tratada como uma questão de saúde pública sensível às mudanças climáticas, e não apenas como uma escolha individual de estilo de vida. “Manter-se ativo em um mundo em aquecimento depende não apenas da motivação pessoal, mas também do planejamento urbano, da infraestrutura e do acesso a informações confiáveis. Na prática, políticas de atividade física resilientes às mudanças climáticas são aquelas que ajudam as pessoas a se manterem ativas com segurança, mesmo em condições de calor intenso”, completou García-Witulski. Mais Lidas

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