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Vida voltou ao planeta mais rápido do que se pensava após asteroide que exterminou dinossauros, revela novo estudo

Um só Planeta [Unofficial] March 16, 2026
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Um gigantesco asteroide atingiu a Terra há 66 milhões de anos, exterminou os dinossauros e outras espécies. O impacto provocou incêndios em escala planetária, mudanças climáticas e um colapso entre os ecossistemas. No entanto, novas evidências científicas indicam que a vida se recuperou muito mais rapidamente do que se imaginava. De acordo com um estudo liderado por pesquisadores da University of Texas at Austin, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Geology e divulgado pela ScienceDaily, novas espécies microscópicas de plâncton começaram a surgir menos de dois mil anos após o impacto do asteroide Chicxulub, que atingiu a região hoje correspondente ao Golfo do México. O plâncton é composto por microrganismos que flutuam nos oceanos e mares Getty Images Esse ritmo de evolução é surpreendente. Em condições normais, o surgimento de novas espécies costuma levar milhões de anos. "Essa pesquisa nos ajuda a entender quão rapidamente novas espécies podem evoluir após eventos extremos e também com que velocidade o ambiente começou a se recuperar depois do impacto”, disse o autor principal do estudo e professor associado do University of Texas Institute for Geophysics (UTIG), Chris Lowery. Revisão do tempo A estimativa do retorno de espécies microscópicas se baseava na análise da taxa de acumulação de sedimentos nos oceanos. O problema, segundo os autores do estudo, é que esse método não considerava as profundas mudanças ambientais causadas pelo colapso dos ecossistemas. Com a extinção de muitas espécies de plâncton calcário, que normalmente se depositam no fundo do oceano, e o aumento da erosão continental após a destruição da vegetação, a forma como os sedimentos se acumulavam mudou de forma significativa. Isso acabou distorcendo as estimativas sobre o tempo real registrado nas camadas geológicas. Para detalhar de forma mais precisa a linha do tempo, os pesquisadores utilizaram um marcador geológico diferente: o isótopo hélio-3, que se acumula de forma relativamente constante nos sedimentos oceânicos. Quando os sedimentos se acumulam lentamente, a concentração do isótopo tende a ser maior. Quando o depósito é mais rápido, a concentração diminui. Ao analisar dados de seis locais, os cientistas conseguiram calcular com mais precisão a idade de microfósseis encontrados nessas camadas. Um dos marcos analisados foi o surgimento da espécie de foraminífero Parvularugoglobigerina, usada como indicador de que os ecossistemas começaram a se recuperar após a extinção. Saiba mais Novas espécies Os resultados indicam que essa espécie apareceu entre 3,5 mil e 11 mil anos após o impacto, dependendo da região analisada. Outras espécies de plâncton parecem ter surgido menos de 2 mil anos depois do evento. “O fato de formas complexas de vida se restabelecerem em um intervalo tão curto em termos geológicos é realmente impressionante”, considerou o professor de geociências da Pennsylvania State University e coautor do estudo, Timothy Bralower. Ainda conforme os pesquisadores, entre 10 e 20 novas espécies de foraminíferos (microrganismos marinhos) podem ter surgido em cerca de seis mil anos após o impacto. Mais Lidas

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