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Museu usa Pokémon para ensinar paleontologia e vira febre entre visitantes em Chicago

Um só Planeta [Unofficial] March 13, 2026
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Uma exposição que alia cultura pop e ciência está movimentando Chicago, nos Estados Unidos, e mostrando como o universo dos jogos pode se tornar porta de entrada para o conhecimento científico. A mostra “Pokémon Fossil Museum”, organizada pelo Field Museum em parceria com o Museu Nacional de Natureza e Ciência do Japão e a The Pokémon Company International, propõe uma experiência interativa que aproxima o público da paleontologia — ciência que estuda fósseis e a vida antiga na Terra. Esses registros também ajudam cientistas a compreender como ambientes e climas do planeta mudaram ao longo de milhões de anos. A procura pela exposição foi tão grande que o site do museu ficou sobrecarregado quando os ingressos começaram a ser vendidos, no último dia três de março, narrou o site Smithsonian Magazine. Segundo a emissora NBC Chicago, mais de 23 mil pessoas chegaram a ficar simultaneamente em uma fila virtual para garantir entrada na exposição. O próprio museu reconheceu a alta demanda e informou, em redes sociais, que precisou ampliar a infraestrutura digital para lidar com o volume de acessos. A exposição abre ao público em 22 de maio e será a primeira vez que o projeto deixa o Japão, onde foi apresentado originalmente, em 2021. Initial plugin text Pokémon e fósseis A proposta da mostra é usar personagens conhecidos do público para explicar conceitos científicos. Ao longo da exposição, visitantes encontram os chamados “Pokémon fósseis”, como Tyrantrum e Archeops, apresentados ao lado de fósseis verdadeiros e réplicas de animais pré-históricos que inspiraram esses personagens. Entre os exemplares exibidos estão moldes de Sue, um dos fósseis mais famosos de Tyrannosaurus rex do mundo, com cerca de 12 metros de comprimento, além do Archaeopteryx de Chicago, um fóssil utilizado para compreender a transição evolutiva entre dinossauros e aves. Personagens do universo Pokémon também participam da narrativa expositiva. O público é guiado por “professores” da franquia e pelo personagem “Pikachu Escavador”. A preparadora-chefe de fósseis do Field Museum, Akiko Shinya, explica que alguns Pokémon são inspirados em grupos específicos de dinossauros. Seu favorito é Shieldon, que ela compara aos ceratopsídeos, que são dinossauros herbívoros conhecidos por seus bicos e escudos ósseos na cabeça. “Filhotes de ceratopsídeos teriam escudos menores e mais estreitos do que os adultos, que possuem versões mais largas e quadradas, algo parecido com as diferenças vistas quando Shieldon evolui para Bastiodon”, afirmou a pesquisadora. Saiba mais Da cultura pop à curiosidade científica Criada em 1996 por Satoshi Tajiri, a franquia Pokémon nasceu da paixão do autor por colecionar insetos durante a infância, o que acabou sendo transformado em um universo de criaturas inspiradas em animais reais, fósseis e elementos da natureza. “Assim como o museu busca estimular o encantamento e o aprendizado sobre o mundo natural, Pokémon também desperta fascínio e curiosidade entre seus fãs”, afirmou o diretor de exposições da instituição Jaap Hoogstraten. “O ‘Pokémon Fossil Museum’ inspira visitantes a fazer novas descobertas sobre seus personagens favoritos e, ao mesmo tempo, cria uma porta de entrada para a paleontologia e outras áreas da ciência”, ressaltou Hoogstraten. Mais Lidas

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