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"textContent": "\nQuando a neve começa a derreter nas regiões montanhosas da Califórnia, nos Estados Unidos, um breve período de atividade toma conta de lagos e lagoas formados pelo degelo. É nesse momento que sapos machos deixam a hibernação e iniciam uma intensa sequência de coaxares para atrair parceiras. Um estudo recente, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis, descobriu que a temperatura afeta o som e a qualidade dos cantos de acasalamento desses animais. Nas primeiras semanas da primavera, mais frias, seus cantos começam de forma lenta. Em climas mais quentes, eles aceleram. E as fêmeas percebem isso. Após um início lento no começo da primavera, os machos da rã-arborícola-da-serra aceleram o ritmo de seus cantos de acasalamento à medida que o clima esquenta. As fêmeas preferem esses cantos de amor mais enérgicos, que também servem para indicar que o ambiente está adequado para a postura de ovos, segundo um estudo da UC Davis. Brian Todd/UC Davis “O coaxar dos sapos depende muito da temperatura do ambiente”, disse em comunicado a autora principal, Julianne Pekny, que era estudante de pós-graduação no Departamento de Vida Selvagem, Pesca e Biologia da Conservação da UC Davis e e atualmente é diretora de ciência da conservação da Amphibian and Reptile Conservancy. Ela continuou: “À medida que os lagos aquecem, os sapos machos passam de um coaxar lento e arrastado para um coaxar mais rápido e quase desesperado. Eu consigo ouvir isso com meus ouvidos humanos, e as fêmeas também percebem”. Um macho em um ambiente frio produz sons menos atrativos, que não induzem o acasalamento nas fêmeas (esquerda). Em contraste, um macho em um ambiente quente pode produzir sons mais atrativos que podem induzir mudanças na fisiologia reprodutiva das fêmeas e estimular o comportamento reprodutivo feminino, resultando na navegação até os locais de reprodução e potencialmente na oviposição (direita). Silhuetas do PhyloPic (www.phylopic.org) contribuídas por R Bishop-Taylor, usadas com permissão sob uma Licença Creative Commons Universal de Dedicação ao Domínio Público (CC0 1.0). Para o estudo, publicado na revista Frontiers in Ecology and the Environment, Pekny e seus colegas gravaram com um microfone os cantos de acasalamento da rã-arborícola-da-serra em água quente e fria na Reserva Ecológica de Quail Ridge e da Estação de Campo de Lassen, que fazem parte das Reservas Naturais da Universidade da Califórnia. Os resultados revelaram que os cantos do mesmo macho eram mais rápidos quando a água estava mais quente, condições que as fêmeas geralmente preferem. “O que me interessa é que isso pode ser um processo pelo qual as fêmeas estão monitorando como a sazonalidade está mudando ao longo do tempo”, disse Pekny. “À medida que o lago aquece, os cantos mais sedutores dos machos também começam a aparecer mais cedo.” O professor Eric Post, da UC Davis, autor principal do estudo, acrescentou que as descobertas têm o potencial de revolucionar o estudo das respostas fenológicas às mudanças climáticas. Fenologia diz respeito ao momento em que ocorrem eventos cíclicos na natureza, como o desabrochar das flores, o surgimento de insetos e a reprodução de rãs. “Estamos enfatizando uma nova compreensão do papel das vocalizações de primavera de sapos e rãs. Os machos podem estar, sem saber, sinalizando nuances sobre a adequação das condições ambientais para a reprodução, e as fêmeas interpretam esses sinais além das intenções dos machos”, completou. Mais Lidas",
"title": "Quanto mais quente, melhor! Estudo revela que temperatura afeta som e qualidade do canto de acasalamento de rãs machos"
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