{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreigj37p42xby4xhnh5227shltvcdwqyubor2tnchhpa66jwm3uswt4",
"uri": "at://did:plc:vsctb4wfj3vrjth7evwvyzcv/app.bsky.feed.post/3mgqlee3j2v32"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreicbanlxobnsvdoy4hjkmejwdab5utskwiwoyyvf44nvycu4swqmq4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 590842
},
"path": "/clima/noticia/2026/03/10/marcado-por-tempo-extremo-fevereiro-foi-5o-mais-quente-ja-registrado-no-planeta-diz-copernicus.ghtml",
"publishedAt": "2026-03-10T19:13:48.000Z",
"site": "https://umsoplaneta.globo.com",
"tags": [
"umsoplaneta"
],
"textContent": "\nEm boletim publicado nesta terça-feira (10), o Serviço de Mudança Climática Copernicus chamou atenção para os eventos extremos de fevereiro, que ficou com a 5ª maior média de temperatura da história para o mês. O planeta esteve em torno de 1,49°C mais quente do que o registrado por meteorologistas entre 1850-1900, período antes da Revolução Industrial usado como referência para medição do aquecimento global de hoje. Saiba mais No Brasil, fevereiro foi o mês dos desastres em Minas Gerais, quando os efeitos da chuva extrema deixaram mais de 60 mortos. A cidade de Juiz de Fora (MG) registrou o fevereiro mais chuvoso de sua história, segundo estudo divulgado pelo coletivo científico ClimaMeter, com volume superior a 240% da climatologia (170,3 mm), acumulando 229,9 mm entre 22 e 24 de fevereiro. “O aumento na frequência e na intensidade da precipitação extrema é uma das consequências esperadas das mudanças climáticas antropogênicas, e este evento de inundação está alinhado com essas expectativas”, disse uma das autoras, a brasileira Suzana Camargo, da Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, em comunicado. Initial plugin text O Brasil não foi um caso isolado no último mês. O Copernicus chama atenção para “uma série de tempestades intensas e precipitação que afetaram a Europa Ocidental e o Norte da África: França, Espanha, Portugal e Marrocos sofreram com condições climáticas excepcionalmente úmidas, resultando em graves inundações que causaram danos generalizados e perda de vidas e meios de subsistência. Fevereiro também registrou graves inundações em outras partes do mundo, incluindo Austrália, Moçambique e Botsuana”. Samantha Burgess, líder estratégica para o clima do ECMWF, divisão da agência dedicada a análises meteorológicas, comentou: “Os eventos extremos de fevereiro de 2026 destacam os crescentes impactos das mudanças climáticas e a necessidade urgente de ação global. Com as temperaturas globais atingindo 1,49°C acima dos níveis pré-industriais – o quinto fevereiro mais quente já registrado – a Europa experimentou fortes contrastes de temperatura.” Mapa de temperatura do Copernicus mostra grande parte do Brasil com termômetros abaixo da média em fevereiro de 2026. C3S/ECMWF/Copernicus Grande parte do Brasil ficou livre do calor acima da média monitorado pela agência europeia em fevereiro, como mostra o mapa de temperaturas. Já o Hemisfério Norte enfrentou temperaturas típicas para o mês na América do Norte, Europa, partes de África e Ásia. No caso europeu, enquanto países como Itália e Espanha enfrentaram temperaturas altas para o período, mais ao norte do continente o frio foi recorde em 14 anos. Globalmente, o fevereiro mais quente da história permanece sendo o de 2024, segundo dados do Copernicus. Mais Lidas",
"title": "Marcado por tempo extremo, fevereiro foi 5º mais quente já registrado no planeta, diz Copernicus"
}