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"textContent": "\nNesta quinta-feira (5), a China divulgou seu novo plano econômico de descarbonização. O plano quinquenal estabelece metas para atingir o pico do consumo de carvão e substituir 30 milhões de toneladas métricas deste combustível fóssil por ano por energias renováveis. A projeção é de redução da intensidade de carbono - das emissões de carbono por unidade de produto interno bruto (PIB) - em 17% entre 2026 e 2030. Em 2026, a China pretende reduzir sua intensidade de carbono em cerca de 3,8%, de acordo com um relatório da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), principal órgão de planejamento estatal chinês. Saiba mais “[A nova meta de intensidade de carbono] ainda é alarmantemente frouxa\", disse Lauri Myllyvirta, cofundador do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA), à Reuters, acrescentando que o número permitiria um aumento de 3% a 6% nas emissões nos próximos cinco anos, considerando a meta de crescimento econômico do país. No entanto, segundo Myllyvirta, se a China mantiver suas emissões estáveis ou em declínio, como tem feito nos últimos dois anos, isso implicaria reduções na intensidade de carbono de \"bem mais de 20%\" até 2030. Para Yao Zhe, consultor de políticas do Greenpeace Leste Asiático, a nova meta de intensidade de carbono não será fácil de alcançar. \"Com o crescimento contínuo da economia chinesa e a estagnação da eficiência energética, a rapidez com que a intensidade de carbono será reduzida depende, em grande parte, da quantidade de energia renovável que poderá ser fornecida\", salientou. Em um discurso nas Nações Unidas no ano passado, o presidente chinês Xi Jinping afirmou que seu país aumentaria a capacidade de energia eólica e solar, já a maior do mundo, em seis vezes. Redução na meta econômica A China também anunciou, pela primeira vez, a redução da sua meta de crescimento econômico anual para uma faixa de 4,5% a 5%, a menor meta de expansão desde 1991. Reportagem da BBC destaca que Pequim pretende reformular sua economia diante de problemas como consumo fraco, população em declínio, crise imobiliária em curso, tensões comerciais globais e crise energética devido à guerra no Irã. O primeiro-ministro Li Qiang disse que o Plano Quinquenal incluirá investimentos em inovação, indústrias de alta tecnologia, pesquisa científica e mais esforços para impulsionar o consumo das famílias. O documento descreve planos para mais de 100 grandes projetos nos próximos cinco anos, visando expandir a capacidade industrial da China, com foco em ciência e tecnologia, transporte e energia. Zhou Zheng, analista de políticas do China Macro Group, afirmou à BBC que a nova meta de crescimento de Pequim reflete o fato de o governo estar \"sendo realista\" ao lidar com desafios internos complexos e um ambiente comercial global difícil. De acordo com ele, o crescimento econômico da China ainda representa uma \"grande conquista\", visto que o país tem enfrentado simultaneamente grandes problemas profundamente interligados e que levarão tempo para serem resolvidos. Ning Leng, pesquisador da Universidade de Georgetown, complementou que os números de crescimento da China devem ser analisados com cautela, já que outros dados sugerem um cenário econômico mais fraco. Mais Lidas",
"title": "China anuncia novo plano quinquenal de descarbonização com menor taxa de crescimento do PIB desde 1991"
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