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  "textContent": "\nRelâmpagos não são os únicos efeitos luminosos produzidos durante tempestades. Um novo estudo, publicado na revista científica Geophysical Research Letters, revelou que as copas das árvores também emitem pequenas descargas elétricas, que são invisíveis ao olho humano, quando atravessadas por campos elétricos intensos formados nas tempestades. Conforme reportagem da Smithsonian Magazine, pesquisadores conseguiram registrar pela primeira vez o fenômeno diretamente na natureza, utilizando câmeras sensíveis à radiação ultravioleta. As emissões, conhecidas como coronas elétricas, aparecem como breves faíscas ao redor das folhas e galhos mais altos das árvores. Embora imperceptíveis para olhos humanos, essas descargas ocorrem quando nuvens carregadas negativamente induzem uma carga positiva no solo. A eletricidade tende então a se concentrar nos pontos mais elevados da paisagem, frequentemente, o topo das árvores, criando campos elétricos capazes de ionizar o ar ao redor das folhas. Quando as moléculas do ar retornam ao seu estado energético normal, liberam pequenos pulsos de luz ultravioleta. “Essas coisas realmente acontecem. Nós as vimos; agora sabemos que existem”, afirmou o meteorologista Patrick McFarland, da Universidade Estadual da Pensilvânia e autor principal do estudo. Um fenômeno invisível A existência dessas descargas vinha sendo sugerida há décadas por medições elétricas em áreas florestais, mas até agora só havia sido reproduzida em laboratório. Para observar o fenômeno em condições reais, os pesquisadores adaptaram uma minivan com sensores atmosféricos, detector de campo elétrico e uma câmera ultravioleta instalada no teto do veículo. Durante o verão de 2024, a equipe percorreu regiões sujeitas a tempestades nos Estados Unidos até conseguir registrar o fenômeno durante uma tempestade na Carolina do Norte. Em cerca de 90 minutos de observação, foram identificados 859 sinais ultravioletas, agrupados em dezenas de eventos de corona elétrica, que surgiam e desapareciam rapidamente, saltando entre folhas e galhos. Os cientistas acreditam que o fenômeno seja muito mais comum do que os registros indicam, já que o equipamento captava apenas uma faixa específica do espectro ultravioleta. Se fosse visível, o efeito provavelmente lembraria milhares de vaga-lumes brilhando simultaneamente sobre as copas das árvores durante a passagem de uma tempestade. Localização aproximada dos sinais observados no estudo Reprodução do artigo Saiba mais Impactos As descargas elétricas produzem moléculas altamente reativas que podem influenciar a química do ar, contribuindo para a formação de névoa atmosférica e poluentes secundários. Isso sugere que tempestades podem exercer um papel ainda pouco compreendido na qualidade do ar em regiões florestais. Os pesquisadores também investigam possíveis efeitos sobre a saúde das árvores. Experimentos laboratoriais mostram que coronas elétricas podem queimar extremidades das folhas em poucos segundos. Na natureza, o impacto ainda é incerto, no entanto, há hipótese de danos associados à desidratação ou estresse solar após eventos extremos. Ainda assim, cientistas acreditam que florestas possam ter desenvolvido mecanismos naturais de adaptação ao fenômeno. Mais Lidas",
  "title": "Cientistas registram pela primeira vez copas de árvores emitindo faíscas ultravioletas durante tempestades"
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