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Energia das profundezas: Primeira usina geotérmica do Reino Unido gera eletricidade limpa e ainda extrai lítio para baterias elétricas

Um só Planeta [Unofficial] March 2, 2026
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O Reino Unido deu início à operação de sua primeira usina capaz de gerar eletricidade a partir do calor natural da Terra, em mais uma etapa da diversificação das fontes renováveis. De acordo com reportagem da BBC News, a planta geotérmica de United Downs, na região da Cornualha, começou a operar após quase duas décadas de desenvolvimento tecnológico e investimentos. O projeto utiliza água aquecida naturalmente por rochas profundas para movimentar turbinas e produzir energia elétrica suficiente para abastecer cerca de 10 mil residências. Diferentemente de fontes como solar e eólica, a energia geotérmica funciona de forma contínua, operando 24 horas por dia, independentemente das condições climáticas. A usina foi viabilizada após a perfuração do poço terrestre mais profundo já realizado em terra no Reino Unido, com aproximadamente cinco quilômetros abaixo da superfície, onde temperaturas próximas de 200 °C permitem a geração direta de eletricidade. O sistema funciona com a circulação de água por fraturas naturais em rochas graníticas - que absorvem o calor interno do planeta antes de retornar à superfície para alimentar a produção de energia. Além da eletricidade, o empreendimento inaugura outro movimento estratégico: será também a primeira fonte doméstica de lítio do Reino Unido, mineral usado em baterias de veículos elétricos e tecnologias de armazenamento de energia. Embora a produção inicial ainda seja limitada — cerca de 100 toneladas por ano — a expectativa é ampliar significativamente a extração nos próximos anos. Energia A geotermia profunda pode ganhar importância diante do crescimento acelerado da demanda energética global, impulsionada por data centers e pela eletrificação da economia. Ao contrário do gás natural, cuja oferta sofre variações de preço, a energia geotérmica oferece estabilidade de custos e fornecimento mais frequente. Apesar do potencial, o principal desafio permanece de ordem econômica. A perfuração em grandes profundidades exige investimentos elevados — o projeto custou cerca de £50 milhões, financiados por investidores privados e fundos europeus. Mais Lidas

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