Mpox: com novos casos em 2026, Brasil mantém vigilância ativa contra doenças zoonóticas
Um só Planeta [Unofficial]
February 25, 2026
Em um mundo com maior mobilidade humana e transformações ambientais aceleradas, a capacidade de detectar precocemente novas doenças se tornou tão importante quanto responder a crises sanitárias. Dados atualizados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou, até esta quarta (25) 88 casos confirmados de mpox em 2026, todos com predominância de quadros leves ou moderados e sem registro de óbitos. Após a confirmação do primeiro caso do ano em Porto Alegre, a pasta afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificação precoce da doença e acompanhamento das cadeias de transmissão em parceria com vigilâncias estaduais e municipais. A atualização ocorre no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova cepa do vírus mpox, identificada inicialmente na Índia e no Reino Unido. Saiba mais Origem A mpox é uma doença zoonótica, ou seja, causada por um vírus que circula originalmente entre animais silvestres e pode ser transmitido aos seres humanos. O agente infeccioso, conhecido como Monkeypox virus (MPXV), pertence ao gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da antiga varíola humana. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1958, durante surtos observados em macacos mantidos para pesquisa em laboratório na Dinamarca — origem do nome popular “varíola dos macacos”. O primeiro caso humano foi registrado em 1970, na República Democrática do Congo. Apesar da denominação histórica, estudos indicam que roedores africanos e pequenos mamíferos silvestres são provavelmente os principais reservatórios naturais do vírus. A transmissão inicial para humanos pode ocorrer por contato direto com animais infectados, carne mal cozida ou fluidos corporais. Alterações ambientais, expansão urbana e maior interação entre humanos e fauna silvestre aumentam as oportunidades para a doença. Casos Segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, os registros em 2026 estão distribuídos em cinco unidades da federação: São Paulo: 41 casos; Rio de Janeiro: 3 casos; Distrito Federal: 1 caso; Rondônia: 1 caso; Santa Catarina: 1 caso O número representa queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o Brasil já acumulava 260 casos entre janeiro e fevereiro, redução superior a cinco vezes nas notificações. Para autoridades sanitárias, o dado indica controle da transmissão, mas não o desaparecimento do vírus. Como ocorre a transmissão da mpox? Atualmente, a transmissão ocorre principalmente entre pessoas por contato físico próximo, incluindo: contato direto com lesões cutâneas; exposição a fluidos corporais; contato com crostas das feridas; compartilhamento de roupas, toalhas ou objetos contaminados. O contágio costuma ocorrer em interações próximas e prolongadas com pessoas sintomáticas, diferentemente de vírus respiratórios com transmissão aérea sustentada. Sintomas O período de incubação varia entre cinco e 21 dias, segundo a OMS. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga intensa e aumento dos linfonodos. Posteriormente surgem lesões cutâneas que evoluem para bolhas e pústulas, podendo atingir diversas partes do corpo. A confirmação diagnóstica ocorre por exame laboratorial do tipo PCR. Tratamento Na maioria dos pacientes, a doença apresenta evolução autolimitada, com recuperação espontânea em duas a quatro semanas. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas, hidratação e prevenção de infecções secundárias. Em casos específicos, pode ser utilizado o antiviral tecovirimat, indicado principalmente para grupos de maior risco. Mais Lidas
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