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"textContent": "\nA Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) anunciou, por meio de suas redes sociais, a revogação do Decreto nº 12.600/2025, norma federal que autorizava a criação de hidrovias e a realização de dragagens nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, na Amazônia. A informação foi confirmada pelo ministro Secretaria-Geral, Guilherme Boulos. Initial plugin text A decisão ocorre após semanas de mobilização indígena e protestos simultâneos em diferentes regiões do país contra a medida, considerada por lideranças tradicionais uma ameaça direta aos territórios, aos modos de vida e à integridade ecológica dos rios amazônicos. Initial plugin text O decreto, segundo os manifestantes, abria caminho para intervenções permanentes nos leitos fluviais destinadas à ampliação do escoamento de grãos pelo chamado Arco Norte logístico — iniciativa vista por comunidades locais como incompatível com compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no cenário internacional. Mobilização nacional Desde 22 de janeiro, povos indígenas do Baixo, Médio e Alto Tapajós mantiveram ocupação no porto da Cargill, em Santarém, considerado pelas lideranças um território sagrado construído sobre sítio arqueológico ancestral. Além da ocupação do terminal da multinacional Cargill, em Santarém (PA), atos foram realizados em diversas cidades brasileiras sob o lema “Revoga já Decreto 12.600/25”. A dragagem do rio Tapajós vinha sendo apontada por órgãos ambientais e pelo Ministério Público Federal como potencialmente capaz de alterar a dinâmica do rio e remobilizar sedimentos contaminados por mercúrio acumulados ao longo de décadas de garimpo. Durante o anúncio da revogação, a liderança indígena Alessandra Korap Munduruku afirmou: “Conseguimos revogar o decreto. Isso é resistência do Tapajós. Isso é acreditar na força da natureza e na nossa alma. Sabemos o que é o rio para nós e vamos continuar resistindo”. Initial plugin text Apoio institucional dentro do governo Documento do Ministério dos Povos Indígenas indica que a ministra Sonia Guajajara defendia a revogação da medida, ressaltando que projetos dessa magnitude deveriam respeitar o direito à consulta prévia, livre e informada aos povos afetados. “A revogação do Decreto 12.600/2025 é um pedido justo [...] qualquer ação dessa grandeza deve ser precedida de consulta a esses povos, o que não foi feito”, afirmou a ministra. “O rio não se vende” Para as lideranças indígenas, a decisão representa uma vitória coletiva construída após semanas de mobilização contínua. “O rio não tem preço, não se vende, não é negociado. Não vamos recuar. Essa vitória salva o futuro dos nossos filhos”, declarou a cacica Maria Leusa Munduruku. A liderança Zenilda Kumaruara, de 63 anos, destacou o significado para futuras gerações. “Resistimos na chuva, no sol e sem dormir para salvar o Tapajós. O rio não é apenas água, ele é nossa vida, nossa mãe. Lutamos pelo futuro dos que ainda vão nascer”. Mais Lidas",
"title": "Após mobilização indígena nacional, governo revoga decreto que autorizava dragagens nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins"
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