Governo Trump revoga regras que limitam emissão de mercúrio e toxinas nocivas por usinas de carvão
Um só Planeta [Unofficial]
February 21, 2026
Em mais uma decisão contrária ao clima, o governo dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (20) que a revogação das emendas de 2024 da Administração Joe Biden aos Padrões Nacionais de Emissão para Poluentes Atmosféricos Perigosos: Unidades Geradoras de Vapor de Usinas Elétricas a Carvão e Óleo (EGUs), norma comumente conhecida como Padrões de Mercúrio e Tóxicos Atmosféricos para usinas elétricas. A alegação é que isso impulsionará a geração de energia de base e gerará uma economia estimada em US$ 670 milhões (aproximadamente R$ 3,3 bilhões), que será percebida pelas famílias americanas na forma de custos de vida mais baixos no dia a dia. “As regulamentações anti-carvão da administração Biden-Harris buscavam eliminar esse setor vital da nossa economia energética. Se implementadas, essas medidas teriam destruído a energia confiável dos Estados Unidos”, disse Lee Zeldin, administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, em comunicado. “A EPA de Trump sabe que podemos expandir a economia, aumentar a geração de energia de base e proteger a saúde humana e o meio ambiente, tudo ao mesmo tempo. Não se trata de uma escolha binária e nunca deveria ter sido.” A revogação das emendas, segundo o governo americano, “isentará todas as instalações do padrão de emissão de material particulado filtrável (MPF) revisado e desnecessário para usinas termelétricas a carvão, do padrão atualizado de mercúrio para usinas termelétricas a lignito e da exigência de que todas as usinas utilizem Sistemas de Monitoramento Contínuo de Emissões de MP (CEMS) — o que comprovadamente resulta em custos líquidos, e não em benefícios, para a população americana”. Reportagem da Reuters destaca que grupos ambientalistas afirmam que o afrouxamento dos padrões para o mercúrio, uma neurotoxina que pode prejudicar o desenvolvimento cerebral dos bebês, e outros poluentes tóxicos do ar levará a custos mais elevados relacionados à saúde. As atualizações aprovadas em 2024 iriam... gerar US$ 300 milhões em benefícios adicionais para a saúde", observou Harold Wimmer, presidente da Associação Americana do Pulmão. "Elas protegeram gestantes, bebês e crianças da exposição nociva e salvaram milhares de vidas a cada ano." A Union of Concerned Scientists (UCS) afirmou que a regra final da EPA também descartaria a exigência de que usinas termelétricas a carvão e petróleo forneçam transparência operacional em relação às suas emissões. “Ao tentar justificar esse ataque indefensável à saúde pública, o administrador da EPA, [Lee] Zeldin, está agora ativamente escondendo do público os enormes danos à saúde associados a essa revogação”, completou Julie McNamara, diretora associada de políticas climáticas da UCS, citada pela Reuters.
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