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  "publishedAt": "2026-02-18T18:45:22.000Z",
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  "textContent": "\nA fronteira entre doenças tropicais e clima está ficando cada vez mais tênue. Um novo estudo indica que o vírus Chikungunya, que causa dores articulares e pode deixar sequelas, já pode ser transmitida na maior parte da Europa. A pesquisa, conduzida por cientistas do UK Centre for Ecology and Hydrology, divulgada pelo The Guardian, concluiu que o limite mínimo de temperatura para a transmissão do vírus pelo mosquito-tigre-asiático caiu para 13°C a 14°C (2,5°C abaixo das estimativas anteriores). A diferença é considerada “chocante” pelos autores. O estudo reforça uma que a crise climática é também de saúde pública. À medida que o planeta aquece, doenças infecciosas se espalham pelo território. “A taxa de aquecimento global na Europa é aproximadamente o dobro da média global, e o limite inferior de temperatura para a disseminação do vírus faz muita diferença”, afirmou o autor principal do estudo, Sandeep Tegar, ao The Guardian. “A expansão para o norte é apenas uma questão de tempo”. O mosquito invasor Aedes albopictus, que, junto ao Aedes aegypti também transmite o vírus, já se espalha pelo continente. Países como Espanha, Portugal, Itália e Grécia podem registrar condições favoráveis à transmissão por mais de seis meses ao ano. França e Itália enfrentaram surtos de centenas de casos em 2025. Origem A chikungunya foi identificada pela primeira vez na Tanzânia, em 1952, e historicamente esteve restrita a regiões tropicais. A mudança no padrão térmico europeu, no entanto, está alterando esse cenário. “Há 20 anos, se você dissesse que teríamos chikungunya e dengue na Europa, diriam que você estava louco. Agora tudo mudou”, disse o pesquisador do UKCEH, Steven White. “Isso se deve a esse mosquito invasor e à mudança climática — é simples assim”. Até 40% dos infectados podem continuar com artrite ou dores intensas mesmo após cinco anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. A doença é uma realidade no Brasil, por exemplo. Saiba mais Prevenção “O clima tem um enorme impacto nisso, mas a Europa ainda tem a chance de impedir que esses mosquitos se espalhem ainda mais”, afirmou Diana Rojas Alvarez, da Organização Mundial da Saúde. Segundo ela, a educação comunitária para eliminar água parada — ambiente ideal para reprodução do mosquito — é uma das ferramentas mais eficazes. O uso de roupas compridas e claras e de repelente ajuda a evitar picadas. Além disso, autoridades de saúde precisam estruturar sistemas de vigilância epidemiológica capazes de detectar focos de transmissão. Os surtos europeus começam quando viajantes infectados retornam de áreas tropicais e são picados por mosquitos locais, que então passam a transmitir o vírus. Antes, os invernos rigorosos funcionavam como barreira natural. Com temperaturas mais amenas e atividade do mosquito durante todo o ano no sul da Europa, essa “quebra de ciclo” pode desaparecer. Mais Lidas",
  "title": "Aquecimento global reduz limite térmico para transmissão da chikungunya; propagação ameaça países da Europa"
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