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  "textContent": "\nEm um novo relatório, o Conselho Consultivo Científico Europeu sobre Mudanças Climáticas (ESABCC) descreve os esforços atuais de adaptação ao aumento das temperaturas como \"insuficientes, em grande parte incrementais [e] muitas vezes chegando tarde demais\", aconselhando as autoridades a se prepararem para um mundo 2,8 a 3,3°C mais quente do que os níveis pré-industriais até 2100. A meta do Acordo de Paris é de até 2ºC, preferencialmente respeitando o limite de 1,5ºC. Maarten van Aalst, membro do ESABCC e diretor-geral do Instituto Meteorológico Real dos Países Baixos (KNMI), afirmou ao The Guardian que o continente já está \"pagando um preço\" por sua falta de preparo, mas que a adaptação a um futuro mais quente é, em parte, \"uma questão de bom senso e de soluções fáceis de implementar\". Saiba mais Na semana passada, Portugal foi instado a elaborar planos de adaptação climática após o país ter sido atingido por uma série de tempestades sem precedentes que mataram pelo menos 16 pessoas e causaram danos estimados em 775 milhões de euros. “Vinte anos atrás, diríamos que esses extremos seriam de fato um problema principalmente em países mais pobres, que não conseguem lidar com a situação. O que estamos percebendo agora é que a própria Europa está vulnerável, especialmente diante de condições que não enfrentou no passado\" afirmou Van Aalst afirmou. O relatório do ESABCC recomenda que a UE torne obrigatórias as avaliações de risco climático, incorpore a resiliência climática em todas as políticas e direcione mais recursos – inclusive de fontes privadas – para medidas de proteção. O relatório não estima a escala dos investimentos necessários para manter a Europa segura. \"A adaptação precoce e estratégica é a forma mais eficaz de gerir os riscos climáticos e pode gerar elevados retornos sociais, com benefícios sociais, econômicos e para os ecossistemas\", diz o texto. Para apoiar uma abordagem mais eficaz, justa e sistémica da UE à adaptação, o Conselho Consultivo apresenta cinco recomendações para orientar os processos políticos em curso da UE. - Mandatar e harmonizar as avaliações de risco climático em todas as políticas da UE e nos Estados-Membros, utilizando cenários climáticos comuns e normas metodológicas. - Adotar uma referência comum para o planeamento da adaptação, preparando-se para os riscos climáticos de forma consistente com um percurso de aquecimento global de 2,8–3,3 °C até 2100. Isto traduzir-se-ia em níveis mais elevados na Europa, que atualmente está cerca de 1 °C mais quente do que a média global. Esta abordagem deverá ser complementada pela utilização sistemática de cenários mais adversos para testes de estresse. - Definir uma visão clara para uma UE resiliente ao clima até 2050 e mais além, apoiada por estratégias setoriais e metas de adaptação mensuráveis. - Incorporar a resiliência climática justa e equitativa desde a conceção em todas as políticas, programas e investimentos da UE, alicerçada na monitorização, avaliação e aprendizagem. - Mobilizar o investimento público e privado na adaptação e estabelecer uma abordagem mais coerente para gerir os custos crescentes dos impactos climáticos através do orçamento da UE, da governação económica e dos mecanismos de partilha de riscos “É uma tarefa assustadora, mas ao mesmo tempo bastante viável. Não é nenhum bicho de sete cabeças”, conclui van Aalst em entrevista. Mais Lidas Mais Lidas",
  "title": "Europa deve se preparar para um aquecimento global de 3°C, diz documento"
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