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"textContent": "\nO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou a descoberta científica de que as mudanças climáticas colocam em risco a saúde humana e o meio ambiente. Dessa forma, ele colocou fim à autoridade legal do governo federal estadunidense para controlar as emissões de gases de efeito estufa que estão aquecendo o planeta. A norma, conhecida como \"endangerment finding\", ou \"constatação de perigo\", no português, era a base legal de quase todas as regulamentações climáticas da Lei do Ar Limpo para veículos automotores, usinas de energia e outras fontes de emissão de carbono. “Isto é o mais importante que se pode esperar”, disse Trump na Casa Branca, citado pelo The New York Times. “Estamos oficialmente encerrando a chamada 'constatação de perigo', uma política desastrosa da era [Barak] Obama.” Saiba mais Ele ainda chamou a conclusão sobre o risco ambiental de \"um dos maiores golpes da história\", alegando que ela \"não tinha fundamento em fatos\" ou na lei, aponta a AP News. \"Pelo contrário, ao longo das gerações, os combustíveis fósseis salvaram milhões de vidas e tiraram bilhões de pessoas da pobreza em todo o mundo\", declarou. Lee Zeldin, administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), por sua vez, classificou a medida como \"a maior ação de desregulamentação da história dos Estados Unidos\". De acordo com ele, os democratas lançaram uma \"cruzada ideológica\" sobre as mudanças climáticas que \"estrangulou setores inteiros da economia americana\", em particular a indústria automobilística. O NYT destaca que, por quase 17 anos, a EPA se baseou na “constatação de perigo” para justificar regulamentações que limitam as emissões de dióxido de carbono, metano e outros poluentes provenientes de poços de petróleo e gás, escapamentos, chaminés e outras fontes de queima de combustíveis fósseis. Agora, segundo o Environmental Defense Fund (EDF), um grupo de defesa ambiental, os Estados Unidos provavelmente emitirão até 18 bilhões de toneladas métricas adicionais na atmosfera entre agora e 2055. Isso representa cerca de três vezes a quantidade de poluição climática emitida pelo país no ano passado. O EDF complementou que o aumento da poluição poderá levar a até 58.000 mortes prematuras e a um acréscimo de 37 milhões de crises de asma no período citado. “Essa ação só levará a mais poluição climática, o que resultará em custos mais altos e danos reais para as famílias estadunidenses”, argumentou Fred Krupp, presidente do grupo, à AP News. Ele salientou que as consequências serão sentidas na saúde dos americanos, no valor de seus imóveis, no abastecimento de água e em muitos outros setores. Initial plugin text Nas redes sociais, o ex-presidente americano Barack Obama apontou que a decisão de Trump significa que \"estaremos menos seguros, menos saudáveis e menos capazes de combater as mudanças climáticas — tudo para que a indústria de combustíveis fósseis possa lucrar ainda mais\". O governador da Califórnia, Gavin Newsom, prometeu contestar a decisão na justiça. \"Se essa decisão imprudente sobreviver aos desafios legais, levará a incêndios florestais mais mortais, mais mortes por calor extremo, mais inundações e secas provocadas pelas mudanças climáticas e maiores ameaças às comunidades em todo o país\", disse ao NYT. “Nós os enfrentaremos no tribunal e venceremos”, enfatizou Manish Bapna, presidente do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “A ciência e a lei são cristalinas, e a EPA está emitindo uma determinação precipitada, negligente e anticientífica, sem qualquer fundamento legal.” Mais Lidas",
"title": "Trump revoga base científica que sustentava políticas climáticas dos EUA"
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