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"publishedAt": "2026-02-12T14:50:45.000Z",
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"textContent": "\nRomeu, o sapo que por anos foi considerado o último de sua espécie, morreu — mas a história das rãs-d’água-de-Sehuencas está longe de ser uma tragédia. A descoberta recente de uma nova população na Bolívia reacendeu as esperanças para o anfíbio criticamente ameaçado. A reportagem foi publicada originalmente pela National Geographic. Em 2009, pesquisadores capturaram Romeu no Parque Nacional Carrasco, em uma área afetada pelo fungo quitrídio, patógeno que devastou populações de anfíbios em todo o mundo. Como medida de precaução, ele foi levado ao Museu de História Natural Alcide d’Orbigny, em Cochabamba. “Ninguém sabia que Romeu seria o último de sua espécie visto por nove anos”, afirmou à National Geographic Teresa Camacho Badani, herpetóloga do Museu Zoológico da Pontifícia Universidade Católica do Equador, em Quito. Saiba mais A busca por outros indivíduos ganhou força em 2018, quando a organização Global Wildlife Conservation (hoje Re:wild) fez uma parceria com o site Match.com para chamar atenção à situação do então único exemplar conhecido. No mesmo ano, pesquisadores encontraram mais cinco rãs-d’água-de-Sehuencas em outro riacho do Parque Nacional Carrasco, incluindo uma fêmea que ficou conhecida como Julieta. Ao ser apresentado a uma das fêmeas levadas ao cativeiro, Romeu voltou a emitir cantos de acasalamento. No primeiro encontro, porém, a aproximação não foi simples. “Romeu era um pouco intenso — começou a incomodar Julieta”, disse Camacho Badani à National Geographic. Apesar da convivência, o casal nunca se reproduziu. Romeu morreu em janeiro de 2025, aos 16 anos de cativeiro, por causas naturais relacionadas à idade, segundo Ricardo Céspedes, diretor do Museu Alcide d’Orbigny, em entrevista à National Geographic. Julieta segue viva sob cuidados da instituição. Pouco antes da morte de Romeu, Camacho Badani e colegas seguiram a pista de um botânico que trabalhava em outra área do Parque Nacional Carrasco, a cerca de 100 quilômetros do local onde Julieta foi encontrada em 2018. Ali, identificaram uma população pequena, mas estável, da espécie — apenas a segunda descoberta de um grupo selvagem desde 2009. “Está encerrando um capítulo, mas abrindo um livro de conservação para nós”, afirmou Camacho Badani à National Geographic. A espécie é classificada como criticamente ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), principalmente devido ao fungo quitrídio e à perda de habitat. O museu ainda não conseguiu estimular a reprodução em cativeiro dos indivíduos mantidos sob seus cuidados, e especialistas destacam que ampliar financiamento e equipes é essencial para fortalecer os esforços de conservação. Mais Lidas",
"title": "Adeus, Romeu? Morte do “sapo mais solitário do mundo” ganha novo capítulo com descoberta na Bolívia"
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