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Muito além do clima: ação climática deve ser tratada como elemento central de segurança, diz Simon Stiell

Um só Planeta [Unofficial] February 12, 2026
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Em discurso realizado nesta quinta-feira (12) em Istambul, na Turquia, Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), afirmou que a ação climática deve ser tratada como elemento central da segurança internacional — e não como pauta secundária. Segundo ele, em um mundo cada vez mais instável, marcado por "forças armamentistas e guerras comerciais", a ação climática é a "arma não tão secreta" que pode garantir a segurança. “Para qualquer líder que leve a segurança a sério, a ação climática é fundamental, pois os impactos climáticos causam estragos em todas as populações e economias”, acrescentou, citado pelo Climate Change News. “A cooperação climática é um antídoto para o caos e a coerção deste momento, e a energia limpa é a solução óbvia para os custos crescentes dos combustíveis fósseis, tanto em termos humanos quanto econômicos.” Saiba mais Em um momento em que as temperaturas globais estão prestes a ultrapassar o limite de aquecimento global de 1,5°C - considerado um parâmetro crítico por cientistas e no Acordo de Paris -, Stiell observou que “a crescente poluição por gases de efeito estufa significa o aumento dos extremos climáticos, alimentando a fome, o deslocamento de pessoas e a guerra”. Ele continuou: “A adaptação climática é o único caminho para garantir bilhões de vidas humanas, à medida que os impactos climáticos pioram rapidamente”. O chefe do clima da ONU enfatizou que as energias renováveis ​​”são o caminho mais claro e barato para a segurança e soberania energética – protegendo países e economias dos choques desencadeados por guerras, turbulências comerciais e a política do ‘mais forte faz o direito’, que empobrece todas as nações”. Em seu discurso, ele ainda reconheceu que a cooperação climática está "sob ameaça sem precedentes" por parte daqueles determinados a usar seu poder para aumentar a dependência de fontes poluentes como carvão, petróleo e gás. Stiell também reforçou que a ação climática precisa entrar em uma nova “era de implementação”, com o processo da ONU se aproximando da economia real e os países aprofundando a cooperação com empresas, investidores e líderes regionais.

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