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  "textContent": "\nIndígenas de diferentes povos da região do rio Tapajós bloquearam, na última quarta-feira (4), o acesso ao aeroporto de Santarém, no oeste do Pará, para intensificar a mobilização contra a dragagem do rio e contra um decreto federal que prevê a concessão de hidrovias na Amazônia. O ato também exige a exclusão de trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins do Programa Nacional de Desestatização (PND). As informações são do site ClimaInfo. A interdição do acesso ao aeroporto, que terminou na noite de ontem, ocorre após cerca de 15 dias de ocupação da sede da Cargill em Santarém, onde indígenas mantêm um acampamento em protesto contra o decreto nº 12.600/2025. A norma incluiu trechos hidroviários dos três rios amazônicos no PND, o que, segundo as comunidades, abre espaço para concessões privadas e para a dragagem dos cursos d’água sob o argumento de garantir a “manutenção da navegabilidade”. De acordo com os manifestantes, intervenções no Rio Tapajós teriam sido iniciadas antes da conclusão dos estudos ambientais exigidos pela legislação. As lideranças também afirmam que o governo federal descumpriu compromissos assumidos anteriormente de não avançar com projetos na região sem a realização da consulta livre, prévia e informada (CLPI), prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. Protesto questiona decreto que abre caminho para concessão de hidrovias no rio Tapajós Comunicação/Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns “Estamos diante de uma ação do Estado brasileiro que viola diversos direitos, em especial o de proteção adequada, autonomia e autodeterminação dos povos indígenas”, disse o advogado Leonardo Borari, assessor jurídico indígena da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB). Conforme levantamento feito por engenheiras e pesquisadoras do Grupo de Trabalho Infraestrutura (GT Infra), divulgado pelo G1, o documento de dragagem, publicado em dezembro de 2025, prevê três anos de intervenções, ampliação dos trechos a serem dragados e orçamento duas vezes maior do que o da dragagem realizada em 2025. Indígenas bloqueiam rodovia em Santarém em protesto contra decreto federal Comunicação/Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, ligada ao governo estadual, informou que não há demanda, protocolada ou em análise, no âmbito da Semas, de autorização para dragagem no Rio Tapajós. Na véspera do bloqueio, representantes do governo federal se reuniram com lideranças indígenas no local ocupado da Cargill para discutir o decreto. Sem consenso, os manifestantes decidiram impedir a saída dos representantes oficiais do acampamento e bloquear a avenida Fernando Guilhon, principal via de acesso ao aeroporto de Santarém, forçando passageiros a seguir a pé até o terminal, segundo reportagem do Climainfo. Entre os representantes que ficaram retidos no local estavam o secretário nacional de direitos territoriais do Ministério dos Povos Indígenas, Marcos Kaingang; a diretora de Direitos Humanos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Pagu Rodrigues; e o chefe de gabinete da Secretaria-Geral da Presidência, Marcelo Fragoso. Mais Lidas",
  "title": "Entenda o protesto indígena que pressiona governo contra dragagem do Tapajós"
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