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"publishedAt": "2026-06-12T22:45:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança",
"vulnerabilidade crítica no Oracle PeopleSoft",
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"textContent": "O Google confirmou que o grupo de extorsão ShinyHunters explorou uma vulnerabilidade crítica no Oracle PeopleSoft como zero-day, ou seja, antes mesmo de existir uma correção disponível. A confirmação foi feita pela Mandiant e pelo Google Threat Intelligence Group entre 27 de maio e 9 de junho de 2026, e atualiza o caso que o TecMundo já havia noticiado nesta semana.\n\nA Mandiant, empresa de segurança digital do Google, atribuiu os ataques ao grupo que monitora como UNC6240, o mesmo nome usado para o ShinyHunters. Segundo a empresa, essa identificação confirma que a campanha contra servidores PeopleSoft não usava apenas falhas antigas, como se pensava antes.\n\nIsso porque a Oracle só publicou o alerta sobre a vulnerabilidade em 10 de junho. Ou seja, durante todo o período da campanha, a falha era um zero-day, uma vulnerabilidade que os criminosos exploravam sem que a empresa ou o público soubessem da sua existência.\n\nPesquisadores encontraram os servidores dos invasores expostos na internet, revelando as ferramentas usadas no ataque.\n\nA vulnerabilidade recebeu o código CVE-2026-35273 e nota 9,8 de 10 em gravidade. Ela permite que um invasor execute comandos no servidor sem precisar de login ou qualquer interação da vítima. Basta ter acesso à rede pela internet. O problema está em um componente chamado Environment Management Hub, conhecido pela sigla PSEMHUB. A Oracle confirmou que as versões 8.61 e 8.62 do PeopleTools são afetadas. Versões mais antigas, que já não recebem suporte, provavelmente também estão vulneráveis.\n\nO Google afirmou ter notificado mais de 100 organizações ao redor do mundo sobre a possível exposição. A maioria está nos Estados Unidos, e 68% são instituições de ensino superior. Segundo a empresa, algumas dessas organizações conseguiram bloquear o ataque a tempo. Outras tiveram seus sistemas invadidos e dados roubados.\n\nDados de quase 455 mil pessoas foram vazados após o ataque à Universidade de Nottingham.\n\n## Como os criminosos agiram, segundo a Mandiant\n\nA Mandiant detalhou que os atacantes usaram programas de controle remoto disfarçados de ferramentas da Microsoft Azure. Isso porque o domínio usado para controlar os ataques se chamava \"azurenetfiles.net\", parecido com um serviço real da Azure.\n\nDepois de invadir um servidor, os criminosos rodavam um script chamado \"[nome_da_vítima]_fanout.sh\". Esse script tentava se espalhar para outros computadores da rede usando senhas conhecidas, e ao final deixava o arquivo de aviso \"README-IF-YOU-SEE-THIS-YOUVE-BEEN-HACKED.TXT\".\n\nA Mandiant ainda afirmou que essa campanha está diretamente ligada aos vazamentos de dados publicados no site de extorsão do ShinyHunters em 9 de junho.\n\nO grupo ShinyHunters desativou ferramentas de segurança das vítimas antes de extrair os dados.\n\n## Quem foi afetado\n\nO Google notificou mais de 100 organizações no mundo que tinham sistemas vulneráveis. A maioria está nos Estados Unidos, e 68% são instituições de ensino superior. Algumas conseguiram bloquear o ataque a tempo. Outras tiveram seus sistemas invadidos e dados roubados, que depois foram publicados no site de extorsão do ShinyHunters.\n\nA Universidade de Nottingham, no Reino Unido, é uma das primeiras vítimas confirmadas. O site Have I Been Pwned identificou cerca de 455 mil endereços de e-mail únicos no vazamento, com nomes, endereços, telefones, números de passaporte e até dados sobre etnia e deficiência dos alunos e ex-alunos.\n\n## O que a Oracle recomenda\n\nA Oracle lançou um alerta de segurança fora do calendário normal, mas ainda não tem um patch (correção) completo disponível. Por enquanto, a empresa recomenda desativar o serviço Environment Management Hub ou, em sistemas com um único servidor, remover completamente o aplicativo PSEMHUB.\n\nA vulnerabilidade no PeopleSoft permitiu acesso remoto aos sistemas sem necessidade de senha.\n\nQuem não puder fazer isso deve bloquear o acesso externo a endereços específicos do sistema. A vítima também deve verificar se já não foi invadida, procurando por arquivos estranhos ou alterações recentes em pastas do PSEMHUB.\n\n## O que vem a seguir\n\nO ShinyHunters afirma ter atingido cerca de 300 sistemas PeopleSoft de 100 organizações diferentes, e diz que ainda não divulgou a maioria dos nomes. Isso significa que novas vítimas podem aparecer nos próximos dias.\n\nAté então, o grupo costumava roubar dados usando técnicas como golpes de telefone e roubo de senhas em sistemas na nuvem. Explorar uma falha crítica direto em um software instalado nas empresas é uma mudança de tática, e mostra que o grupo está mirando em alvos com grandes volumes de dados pessoais.\n\nAcompanhe o TecMundo nas redes sociais. Inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.",
"title": "Google confirma ataque hacker à Oracle e detalha falha inédita utilizada"
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