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  "publishedAt": "2026-06-09T19:30:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
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    "Software",
    "contrariando o que o anúncio da colaboração sugeria",
    "que já não é boa"
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  "textContent": "Nessa segunda-feira (8), a Apple apresentou grandes novidades em seu ecossistema de softwares, incluindo o iOS 27, nova Siri AI e várias outras melhorias para a plataforma Apple Intelligence. Dentre os anúncios mais importantes, mas mais restrito aos bastidores das ferramentas, está a nova geração dos Apple Foundation Models (AFM) – desta vez, **desenvolvida em colaboração com o Google**.\n\nContudo, contrariando o que o anúncio da colaboração sugeria, a **base dos AFM não é o Gemini, do Google**. Na verdade, a abordagem da Apple para ingressar no mercado de inteligências artificiais é mais complexa e envolve diferentes modelos generativos e hardware.\n\nEm um artigo dedicado, a **Apple destrinchou informações acerca do AFM**. O artigo descreve, de forma superficial e acessível, a composição e o funcionamento dos novos modelos.\n\nUma grande novidade do Apple Intelligence é a Siri AI, versão com IA da assistente virtual. (Fonte: Apple/Divulgação)\n\n## Apple Intelligence agora com a 3ª geração dos Apple Foundation Models\n\nA **base para todo o Apple Intelligence é a terceira geração dos Apple Foundation Models** , uma família composta por cinco modelos generativos personalizados desenvolvidos em colaboração com o Google.\n\nA estrutura é composta por diferentes tipos e escalas de modelos, indo desde ferramentas para processamento local, direto do iPhone, iPad ou Mac, quanto IAs de processamento remoto, nos servidores que compõem a Private Cloud Compute.\n\nA estrutura de IA da Apple é composta por diferentes camadas que distanciam a experiência do usuário da estrutura mais profunda da tecnologia. (Fonte: Apple/Reprodução)\n\n## Entenda o que são os Apple Foundation Models\n\nO conjunto de modelos que compõem os Apple Foundation Models é composto por dois modelos de processamento local:\n\n  * **AFM 3 Core** : modelo denso de 3 bilhões de parâmetros;\n  * **AFM 3 Core Advanced** : o modelo de processamento local mais poderoso, com capacidades multimodais e capaz de lidar com recursos como vozes expressivas e maior precisão para interpretar falas. Estruturado para lidar com 20 bilhões de parâmetros, mas ativando apenas 1 a 4 bilhões dependendo da requisição.\n\n\n\nOs outros três modelos são de processamento remoto:\n\n  * **AFM 3 Cloud** : modelo focado em velocidade, eficiência e performance;\n  * **ADM 3 Cloud (Image)** : modelo dedicado à geração e edição de imagens, responsável por tarefas como as ferramentas de edição de fotos e o Image Playground, por exemplo;\n  * **AFM 3 Cloud Pro** : modelo mais poderoso e dedicado às tarefas mais complexas, como uso de ferramentas de forma autônoma e raciocínio prolongado.\n\n\n\nSegundo a Apple, o AFM 3 Core, AFM 3 Core Advanced, AFM 3 Cloud e o ADM 3 Cloud (Image) foram desenvolvidos especificamente para rodar em chips da Apple.\n\n### Apple usa hardware da Nvidia no Apple Intelligence\n\n**A IA mais avançada dos Apple Foundation Models, o AFM 3 Cloud Pro, roda em hardware da Nvidia contidos no Google Cloud** sob regras do Private Cloud Compute. Os requisitos estruturais para garantir segurança e privacidade são os mesmos utilizados para os demais modelos, apesar de não serem executados em componentes da Apple.\n\nNeste caso, o **AFM 3 Cloud Pro foi desenvolvido e aperfeiçoado para ser executado em placas gráficas da Nvidia**. Porém, o hardware foi configurado com restrições para evitar que essas GPUs leiam conteúdos de servidores da Apple.\n\nO modelo de IA mais avançado da Apple roda em hardware Nvidia contido em servidores do Google Cloud. (Fonte: Google/Reprodução)\n\nSegundo a Apple, os modelos foram treinados com uma ampla variedade de conteúdos de alta qualidade. A base de dados utilizada contém informações disponíveis publicamente e dados licenciados, adquiridos de terceiros, open source, obtidos por estudos dedicados ou sintéticos. Em artigo dedicado ao tema, a empresa ressaltou que não usa dados pessoais dos usuários (nem suas interações com as ferramentas) para treinar a IA.\n\nToda a operação dos modelos acontece de forma invisível para o usuário, organizados pelo System Orchestrator, como se todos fossem um único produto. Essa abordagem exime o consumidor de entender as capacidades de cada modelo disponível, assim proporcionando uma experiência mais intuitiva e direta.\n\n## O que faz o Gemini no iOS 27?\n\n**Embora o Google esteja colaborando com a Apple no desenvolvimento dos Apple Foundation Models, nenhum deles é o Gemini**. No artigo dedicado, a Apple não citou o nome comercial da plataforma de IA do Google nenhuma vez – nem mesmo para comparar o desempenho entre ferramentas.\n\nO que o Google fez, na verdade, foi servir como aliado no desenvolvimento da plataforma, quase como fornecedor da fundação técnica para os modelos da Apple. Não é exatamente um produto do Google, mas a Apple também não desenvolveu a tecnologia do zero.\n\nA nova Siri não é derivada do Gemini. (Fonte: Kenneth Cheung/Getty Images)\n\n\"Usamos zero do Google Assistente\", esclareceu Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple. \"É claro que nós não temos o aplicativo Gemini como nosso aplicativo. Na verdade, nenhum código do lado do cliente faz parte de como funcionamos no iOS. Para esses modelos, não usamos nenhum dos modelos que o Google implementa para seus clientes, nem usamos a infraestrutura e os meios pelos quais eles implementam modelos para seus clientes\", complementou.\n\nNem mesmo a busca na web é feita com mecanismos do Google. Para a pesquisa online, a Siri AI usa recursos proprietários, como o crawler Applebot. \"Quando se trata de base de conhecimento, é claro que não usamos a Busca do Google nem nada parecido como base do nosso sistema\", afirmou Federighi.\n\nO vice-presidente de IA da Apple, Amar Subramanya, destacou que **uma das contribuições do Google foi no treinamento dos novos modelos**. \"Todos [os modelos] foram desenvolvidos sob medida para o silício da Apple, treinados com dados proprietários por meio de aprendizado por reforço e refinados com base nas saídas dos modelos de vanguarda do Gemini\", afirmou o executivo. Portanto, o Gemini foi usado para um tipo de destilação, e não para servir como base do AFM.\n\n## O que a Apple não falou sobre os Apple Foundation Models?\n\n**Em nenhum momento do artigo, a Apple compara os próprios modelos com concorrentes conhecidos no setor** – Gemini, GPT ou Claude, por exemplo. As únicas comparações exibidas são contra suas próprias versões anteriores do modelo. Portanto, no momento, é impossível afirmar que os modelos da Apple são melhores ou piores do que soluções disponíveis no mercado de IA.\n\nContudo, **a empresa promete compartilhar mais informações sobre os modelos** , como avaliações e benchmarks, em um artigo técnico com publicação prevista para o verão do hemisfério norte, entre junho e setembro deste ano.\n\nAo adotar essa estratégia de comunicação, a **Apple evita que seus novos modelos sejam instantaneamente comparados com soluções concorrentes** – assim talvez evitando que resultados ruins prejudiquem a reputação da empresa em IA, que já não é boa. Porém, deixa o mercado às cegas sobre o que esperar da nova geração do AFM em termos de desempenho, precisão, eficiência e confiabilidade.\n\nQuer ficar por dentro das novidades do mundo da tecnologia? 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  "title": "Nova IA da Apple 'dispensa' Gemini para a Siri, mas ainda precisa do Google"
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