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"publishedAt": "2026-06-03T14:30:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança",
"nossa newsletter",
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"textContent": "Pesquisadores da empresa de segurança Push Security identificaram, em 29 de maio de 2026, uma campanha chamada LLMShare em que criminosos abusaram de recursos legítimos do ChatGPT para distribuir malware. O ataque usou um endereço real da OpenAI para contornar filtros de segurança corporativos e exibir uma página falsa de instabilidade que induzia a vítima a baixar um programa malicioso.\n\nA técnica explorada se enquadra em uma categoria chamada InstallFix, variante da família ClickFix. Basicamente, esses ataques aproveitam o fato de que ferramentas de IA popularizaram o uso de comandos de terminal entre usuários que não têm experiência para distinguir uma instrução legítima de uma maliciosa.\n\n## O golpe começou em um anúncio patrocinado no Google\n\nOs criminosos compraram anúncios patrocinados no Google para termos de alta busca, como \"ChatGPT desktop app\" e \"ChatGPT download\". Quem clicava no anúncio era direcionado para um endereço genuíno dentro do domínio chatgpt.com.\n\nIsso é o que tornava o ataque especialmente eficaz. Firewalls corporativos identificam o destino do clique e, ao verem um domínio legítimo da OpenAI, deixam o tráfego passar sem inspecionar o conteúdo da página.\n\nDentro dessa URL real, os hackers usaram o recurso de renderização de código do ChatGPT para montar uma página falsa. A mensagem dizia que a versão web do assistente estava temporariamente fora do ar e orientava o usuário a baixar um aplicativo desktop.\n\n## Site falso entregava malware para Windows e macOS\n\nApós ver a mensagem de instabilidade, a vítima era redirecionada para o site openew.app, uma página criada para imitar a aparência de um site legítimo de download do ChatGPT. O site disponibilizava executáveis maliciosos para os dois sistemas operacionais.\n\nNo macOS, o payload identificado pelos pesquisadores foi o Odyssey Stealer, uma variante do Atomic macOS Stealer. Esse tipo de malware tem como objetivo roubar senhas salvas no navegador, carteiras de criptomoedas e tokens de sessão, que são basicamente os arquivos que mantêm o usuário logado em sites e serviços.\n\n## Site malicioso se disfarçava de empresa de realidade virtual\n\nPara dificultar a detecção, o site openew.app usava uma técnica chamada renderização condicional. Quando ferramentas automáticas de análise, como o URLScan, acessavam o endereço para verificar se era malicioso, o site exibia o conteúdo de uma empresa inofensiva de realidade virtual.\n\nUsuários reais, porém, viam a armadilha completa com o download do malware disponível. Isso permitia que o site passasse por verificações de segurança sem levantar suspeitas, enquanto continuava ativo para as vítimas.\n\nCriminosos compraram anúncios patrocinados no Google para termos como \"ChatGPT desktop app\" e direcionaram as vítimas para um endereço real do ChatGPT, garantindo que firewalls corporativos deixassem o tráfego passar sem inspeção.\n\n## ChatGPT e Claude têm sido alvos frequentes de ataques\n\nA campanha LLMShare não é um caso isolado. Ferramentas de IA populares têm sido cada vez mais exploradas por criminosos justamente por causa da confiança que os usuários depositam nelas.\n\nO TecMundo reportou recentemente o ChatGPhish, técnica descoberta pela Permiso Security em que qualquer página da internet pode embutir instruções ocultas que o ChatGPT segue ao resumir o conteúdo, exibindo alertas falsos dentro da própria interface do assistente.\n\nEm paralelo, pesquisadores da LayerX divulgaram o ClaudeBleed, falha na extensão oficial do Claude para Chrome que permitia que qualquer extensão maliciosa instalada no navegador assumisse o controle do assistente sem precisar de nenhuma permissão especial.\n\nAcompanhe o TecMundo nas redes sociais. Inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.",
"title": "Criminosos usam página real do ChatGPT para distribuir vírus e driblar segurança"
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