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"publishedAt": "2026-05-26T12:45:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança"
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"textContent": "**Uma idosa deverá ser indenizada pelos bancos Nubank e Inter após sofrer um golpe de R$ 51,7 mil via transferências por Pix**. No entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), **as instituições falharam ao permitir transações atípicas com o perfil da cliente em questão**.\n\nO crime aconteceu na cidade de Santos, litoral de São Paulo, em novembro de 2022. Na ocasião, de acordo com informações do processo, um homem e duas mulheres abordaram a idosa oferecendo um suposto bilhete premiado de loteria.\n\nA proposta de participar da premiação, entretanto, tratava-se de golpe. Ao perceber a fraude, a vítima teria entrado em contato com os bancos para tentar bloquear os valores transferidos, mas a demora na resposta acabou fazendo com que os criminosos movimentassem o dinheiro.\n\nA vítima foi acompanhada até uma agência bancária, mas no trajeto foi ludibriada a realizar transferências como uma espécie de garantia. Os bancos deverão devolver a quantia de R$ 51,7 mil, além de R$ 10 mil por danos morais.\n\n## Bancos chegaram a recorrer de decisão\n\nEm 2024, após procurar a Justiça, ambas as instituições foram condenadas em primeira instância. Para a 3ª Vara Cível de Santos, o Nubank falhou em não detectar a transação atípica para o perfil da cliente, enquanto o Inter não teria apresentado procedimentos eficazes de segurança. Já no ano seguinte, Nubank e Inter recorreram da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que **alegou culpa exclusiva da vítima ao realizar a transferência**.\n\nPara a Justiça, bancos falharam em não detectar fraude durante transferências. (Imagem: Shutterstock/Reprodução)\n\nNo início deste mês de maio, o relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, apontou que houve falha na atuação dos bancos. **Nubank e Inter foram condenados a indenizarem a vítima pela Terceira Turma do STJ**.\n\nNo entendimento do relator, se o Nubank tivesse detectado a movimentação “em total dissonância com a movimentação padrão da consumidora, por certo, teria evitado a concretização da fraude”. Sobre o Inter, ele apontou que a instituição não comprovou “informações ou extratos para verificação de sua movimentação, o que possibilitaria aferir se estavam dentro ou fora do padrão do titular”.\n\nAo **TecMundo** , o Nubank ressaltou que “não comenta casos específicos ou decisões judiciais, por respeito à privacidade de seus clientes e ao sigilo bancário”.\n\n“A empresa atua com rigor na prevenção e no combate a fraudes e golpes financeiros, com investimentos contínuos em tecnologia, monitoramento de operações atípicas e mecanismos de segurança adicionais. O Nubank também mantém iniciativas permanentes de orientação e conscientização sobre golpes, com alertas no aplicativo e conteúdos educativos em seus canais oficiais, e reforça que seus canais de atendimento seguem abertos e à disposição para apoiar os clientes”, diz a nota do Nubank.\n\nEm nota anterior ao _g1_ , o banco Inter afirmou que não comenta decisões judiciais.",
"title": "Nubank e Inter são condenados por falha em golpe de R$ 51 mil no Pix"
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