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"publishedAt": "2026-05-15T22:02:12.000Z",
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"The BRIEF"
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"textContent": "A inteligência artificial está entrando cada vez mais no dia a dia da indústria criativa, mas até onde ela vai e o que ela jamais vai conseguir replicar? Este foi o tema do painel “IA na Indústria Criativa”, realizado durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), que reuniu profissionais de design, comunicação, educação e criação de conteúdo para um debate honesto sobre a colisão entre criatividade e automação.\n\nA conversa foi mediada por Bruno D’Angelo, CEO da WIP, e contou com Ana Freitas, diretora do Anacron.ia e criadora do projeto AI em Curso, Paulo Aguiar, cofundador do CR_IA, e Rodrigo Rios, professor na CESAR School.\n\n## Ferramenta sim, mas sem o humano ela não é nada\n\nAna Freitas abriu o painel contando uma história que resume o potencial uso da tecnologia: ela contou sobre um motorista de Uber que, sem formação técnica formal, aprendeu a programar aplicativos usando Gemini e Claude para ajudar a filha e a mãe nas tarefas do dia a dia, como programação de horários e dever de casa.\n\n“As potencialidades dessas ferramentas são aplicadas na mão de gente que só tem problemas pra resolver”, disse Ana. É uma visão que contrasta com a narrativa mais comum sobre IA, que é focada em grandes empresas, produtividade corporativa e disrupção de mercados, colocando a tecnologia num papel mais próximo do cotidiano.\n\nPaulo Aguiar comenta que o trabalho criativo não precisa – e não deve – ser rápido só porque a tecnologia permite. “Uma ferramenta de IA pode criar coisas impossíveis de fazer antes. Mas é uma ferramenta que precisa do ser humano”, disse. Parafraseando o produtor musical Felipe Vassão – que também palestrou no SPIW – Paulo diz que “Alimento processado é IA. Alimento orgânico é humano.”\n\nRodrigo Rios complementou com um problema que qualquer pessoa que já tentou usar IA para algo criativo irá reconhecer: digitar um prompt não é suficiente. “Quando você deseja algo criativo, você precisa jogar referências e direcionar para que ela saia daquele espaço latente. A curadoria do humano é essencial quando se fala de criatividade.\n\n## O problema da IA nas próximas gerações\n\nNo fim do painel, Ana disse que não se define como pessimista em relação à IA, mas levantou uma questão que vai muito além da produtividade: como as novas gerações vão desenvolver o repertório necessário para avaliar o que a IA entrega? “Se você nunca aprendeu a escrever, como vai saber se o texto que a IA gerou é bom?”, disse.\n\n“Como essa nova geração vai adquirir conhecimento para avaliar o uso da IA? É uma discussão importante, além da regulação”, disse Ana. Paulo deixou um recado para quem estava na plateia: cuidado com o FOMO (Fear of Missing Out, ou medo de ficar de fora) que as grandes empresas de tecnologia cultivam deliberadamente em torno da IA. “A pergunta certa não é ‘como uso IA em tudo?’, mas ‘para que eu preciso de IA e como ela traz significado para o meu dia a dia?’. A oportunidade, no final das contas, é a gente que cria.”\n\nRodrigo fechou com a perspectiva de quem está formando os profissionais que vão usar essas ferramentas nos próximos anos. Ele não proíbe o uso da IA em sala – muito pelo contrário. Mas trabalha ativamente para que os alunos a usem como ferramenta, não como muleta. “Eles já usam, mas eu me preocupo em fazer com que usem direito, sem ficarem dependentes dela.”\n\nO TecMundo está no São Paulo Innovation Week! O SPIW 2026 começou nesta quarta-feira (13), na capital paulista, reunindo líderes de grandes companhias brasileiras e globais, empresas e startups. Centros de pesquisa, investidores e governos também estarão presentes, participando de debates em tecnologia, ciência, educação, saúde, finanças e muitas outras áreas. Para todos os detalhes acesse o site oficial do evento\n",
"title": "'A IA não tem conteúdo quente, quem produz isso é o ser humano': debate no SPIW"
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