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  "textContent": "Você assiste anime? Por muitos anos os desenhos japoneses foram julgados como infantis e considerados de nicho. O cenário atual no Brasil já é bem diferente: de acordo com o National Research Group (NRG), 59,8% dos brasileiros assistem anime semanalmente. Essa informação reforça que a categoria já deve ser vista como estável e relevante no mercado de entretenimento.\n\nPara falar sobre o Anime como movimento cultural, o São Paulo Innovation Week trouxe Roberta Fraissat, diretora de marketing na Crunchyroll, e Raphael Severo, criador de conteúdos sobre anime.\n\n## Brasil no centro da conversa\n\nA plataforma de streaming Crunchyroll é a maior responsável por trazer animes ao público brasileiro, com mais de 70 títulos já previstos para a próxima temporada. Um dos grandes diferenciais é que muitas dessas produções chegam simultâneas com o Japão.\n\n“O Brasil é hoje o 2º maior mercado na Crunchyroll, sendo a maior parte do público os millennials e a geração Z”, contou Roberta.\n\nPara quem acompanha animes há muitos anos, como Raphael, a facilidade que a marca traz é um alívio: “A Crunchyroll chegou para facilitar o acesso aos animes.”\n\nMuito desse sucesso no país também se deve à grande influência que o Japão tem no país, e vice-versa. É a combinação perfeita para que os fãs consigam entender um pouco mais sobre a cultura que é retratada nas narrativas.\n\n“O Brasil é o país que mais tem japoneses fora do Japão. É a maior diáspora japonesa (...) A gente vê o anime não só no ‘assistir’, mas na moda, no futebol, na comida”, comentou Roberta.\n\n## Por que assistir animes?\n\nPara quem não assiste pode até parecer estranhos, mas os animes conseguem provocar uma conexão às vezes até mais próxima que os filmes e séries com pessoas reais. O que pode ser considerada uma fraqueza para muitos, na verdade é uma fortaleza: a animação. Quando não precisamos lidar com as limitações do mundo real, tudo é possível.\n\n“O anime é ilimitado. É onde a gente consegue de fato encontrar a imaginação com a arte.”, explicou Raphael. “Quando falamos de Frieren, por exemplo, falamos de traumas, medos, luto, tempo (...) Se a gente souber enxergar um pouco da narrativa do autor, percebemos que são histórias profundas. Não é apenas pela nostalgia ou algo infantilizado”, continuou.\n\n  * Demon Slayer: Castelo Infinito salva ano fiscal da Sony Pictures\n\n\n\n\nRoberta complementou falando sobre os neurônios-espelho que nos ajudam a sentir empatia e identificação com aqueles personagens: “Quando você está assistindo, você também sente que está vivenciando.”\n\n## Dublagem nota 10\n\nOutro fato que ajuda a aproximar o público dos animes são os dubladores. Já popular há muito tempo, a dublagem brasileira é muito reconhecida, fazendo com que, de acordo com Roberta, mais de 50% do público a prefira em relação ao áudio original. Mas esse não é um luxo apenas restrito ao nosso país:\n\n“A pré-estreia de Demon Slayer no México no ano passado atraiu 30000 pessoas só para ver os dubladores da animação original e da versão mexicana.”, revelou a diretora de marketing.\n\n>        Ver essa foto no Instagram            \n>\n> Um post compartilhado por Minha Série (@oficialminhaserie)\n\nA empresa também começou a montar estúdios de dublagem em grandes eventos para trazer essa proximidade com o público, que é um dos maiores propósitos da empresa: “Os dubladores são nossos rockstars, que nos aproximam do público (...) Todos os eventos onde levamos o estúdio de dublagem nós vemos que é lá onde os fãs se conectam mais.”\n\nO TecMundo está no São Paulo Innovation Week! O SPIW 2026 começou nesta quarta-feira (13), na capital paulista, reunindo líderes de grandes companhias brasileiras e globais, empresas e startups. Centros de pesquisa, investidores e governos também estarão presentes, participando de debates em tecnologia, ciência, educação, saúde, finanças e muitas outras áreas. Para todos os detalhes acesse o site oficial do evento.\n",
  "title": "Animes no Brasil: será que ainda é um conteúdo de nicho?"
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