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"publishedAt": "2026-05-12T21:15:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança",
"ShinyHunters havia mudado de tática",
"TecMundo noticiou"
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"textContent": "A Instructure, empresa responsável pela plataforma de ensino Canvas, chegou a um acordo com o grupo criminoso ShinyHunters e evitou a publicação dos dados roubados de cerca de 275 milhões de estudantes, professores e funcionários de 8.809 instituições de ensino ao redor do mundo. A empresa confirmou o acerto nesta segunda-feira, 12 de maio, mesmo dia em que o ShinyHunters havia dado como prazo final para negociações.\n\nSegundo a Instructure, o grupo devolveu os dados roubados e forneceu logs de destruição, registros digitais que confirmam que os arquivos foram apagados. A empresa afirmou ainda que nenhuma instituição afetada será extorquida individualmente como resultado deste incidente.\n\n## Acordo cobre todas as instituições afetadas\n\nEm comunicado publicado em seu site oficial, a Instructure informou que o acordo vale para todos os clientes impactados. Isso significa que as escolas e universidades não precisam entrar em contato separadamente com o grupo para negociar.\n\nA Instructure não confirmou o valor pago nem os detalhes financeiros do acordo com o ShinyHunters. A empresa descreveu o acerto apenas como necessário para proteger sua comunidade.\n\nEssa informação é relevante porque, nos dias anteriores, o ShinyHunters havia mudado de tática e passado a exigir que cada uma das 8.809 instituições negociasse individualmente. O prazo dado era justamente hoje (12).\n\nO ShinyHunters removeu a Instructure do seu site de extorsão na dark web. Esse movimento costuma indicar que a vítima pagou ou iniciou negociações. A Instructure não confirmou se houve pagamento em dinheiro nem o valor envolvido.\n\n## FBI alerta sobre pagamento de resgates\n\nO FBI alerta que pagar resgate a criminosos não garante que os dados não sejam revendidos ou que o grupo não volte a extorquir a mesma vítima no futuro.\n\nVale lembrar que pagar um resgate não oferece garantias. O FBI adverte repetidamente que criminosos podem vender os dados roubados para terceiros ou voltar a extorquir a mesma vítima no futuro, mesmo após receberem o pagamento.\n\nOu seja, embora o acordo encerre a ameaça imediata de publicação, não há como ter certeza absoluta de que os dados foram de fato destruídos ou de que não circulam em outros ambientes criminosos.\n\n## Como o ataque foi feito\n\nO TecMundo noticiou nas últimas semanas os principais eventos deste caso. A invasão inicial aconteceu no fim de abril, quando o ShinyHunters explorou uma falha no Free-For-Teacher, o plano gratuito do Canvas voltado para professores individuais, e roubou 3,65 terabytes de dados.\n\nOs dados acessados incluem nomes de usuário, endereços de e-mail, nomes de cursos, informações de matrícula e mensagens trocadas dentro da plataforma. A Instructure afirmou que senhas, conteúdos de cursos, trabalhos enviados e informações financeiras não foram comprometidos.\n\nA Instructure é uma empresa americana de tecnologia educacional fundada em 2008. Seu principal produto, o Canvas, é usado por mais de 30 milhões de estudantes e professores em mais de 8 mil instituições ao redor do mundo. Imagem: Piotr Swat/SOPA Images/LightRocket via Getty Images.\n\nNo dia 7 de maio, o grupo voltou a atacar usando a mesma brecha original, desta vez para desfigurar as páginas de login do Canvas de aproximadamente 330 instituições. Segundo a empresa de segurança Halcyon, o ShinyHunters injetou código JavaScript malicioso em funcionalidades de conteúdo gerado por usuários, explorando falhas do tipo XSS, sigla para cross-site scripting.\n\nEsse tipo de ataque permite que um criminoso execute código dentro do navegador de outra pessoa, neste caso obtendo sessões administrativas autenticadas para realizar ações privilegiadas dentro da plataforma.\n\n## CEO da Instructure pede desculpas pela falta de comunicação\n\nEm carta aberta publicada junto ao comunicado, o CEO da Instructure, Steve Daly, pediu desculpas pela demora nas atualizações durante a crise. Ele reconheceu que a empresa priorizou a apuração dos fatos e ficou em silêncio quando os clientes precisavam de respostas.\n\nO ataque expôs nomes, e-mails institucionais, nomes de cursos, informações de matrícula e mensagens trocadas dentro da plataforma. Senhas, conteúdos de cursos e dados financeiros não foram comprometidos, segundo a empresa.\n\nDaly anunciou a criação de uma página dedicada a atualizações sobre o incidente e confirmou um webinar com a liderança da empresa para o dia 13 de maio, com sessões em diferentes fusos horários.\n\nO Free-For-Teacher segue desativado enquanto a Instructure realiza uma revisão completa de segurança do ambiente.\n\nAcompanhe o TecMundo nas redes sociais. Inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.",
"title": "Vazamento de dados de 8 mil escolas é impedido após acordo com criminosos"
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