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  "path": "/produto/412412-grupos-pedem-que-meta-nao-use-reconhecimento-facial-em-oculos-inteligentes.htm",
  "publishedAt": "2026-04-15T13:00:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
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    "Produto",
    "sob marcas como Ray-Ban e Oakley",
    "no site da American Civil Liberties Union de Massachusetts",
    "abandone os planos para lançar o chamado Name Tag",
    "Ver essa foto no Instagram",
    "Um post compartilhado por TecMundo (@tecmundo)",
    "uma modificação feita por universitários",
    "gravação de casos de assédio",
    "a Meta \"vaza\" vídeos íntimos",
    "pessoas filmadas sem autorização e que tiveram o material postado",
    "Confira o review completo e em vídeo do TecMundo"
  ],
  "textContent": "Um grupo formado por mais de 70 organizações não governamentais e entidades de direitos civis pede que a Meta não lance um polêmico recurso para os óculos inteligentes da companhia. A demanda envolve a **função de reconhecimento facial** , que estaria em fase de testes e avaliação para modelos lançados sob marcas como Ray-Ban e Oakley.\n\nDe acordo com a _Wired_ , as entidades envolvidas na campanha incluem ativistas de direitos humanos no geral, associações LGBTQ+, trabalhistas, de auxílio a imigrantes e contra violência doméstica. Até o momento, nem a Meta e nem a EssilorLuxottica, que é a dona das marcas de óculos e fabricante dos dispositivos, se pronunciaram sobre o assunto.\n\nO grupo publicou uma carta que foi enviada ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg e é assinada por todos os participantes do projeto. Você pode conferir o texto na íntegra no site da American Civil Liberties Union de Massachusetts (em inglês).\n\n## O perigo dos óculos inteligentes\n\nNa carta, as entidades pedem que a companhia abandone os planos para lançar o chamado Name Tag, recurso de reconhecimento facial dos óculos inteligentes que foi revelado em fevereiro de 2026 em uma reportagem do _The New York Times_.\n\n  * Na matéria, documentos internos indicam que a Meta planejou lançar o recurso em um momento de \"**ambiente político dinâmico** \" nos Estados Unidos, justamente para que grupos da sociedade civil tenham \"**outras preocupações** \" e não ataquem tanto a ferramenta;\n  * A carta menciona a reportagem como uma das fontes e acusa a Meta de tirar vantagem de um \"**autoritarismo crescente** \" no país e o \"**desrespeito ao estado de direito** \" da atual presidência;\n  * O grupo diz ainda que a espionagem feita por esses aparelhos não pode ser resolvida “**por meio de alterações no design do produto, formas de optar por exclusão ou proteções incrementais** ”.\n\n\n\nCom essa função, segundo a denúncia, donos mal intencionados desses óculos poderiam identificar pessoas e receber informações sobre elas a partir da assistente de inteligência artificial (IA) embutida no aparelho, usando esse cruzamento de dados para os mais variados crimes.\n\n>        Ver essa foto no Instagram            \n>\n> Um post compartilhado por TecMundo (@tecmundo)\n\n\"As pessoas deveriam poder se movimentar ao longo da rotina diária **sem o medo de que perseguidores, golpistas, abusadores, agentes federais e ativistas de todos os espectros políticos estejam silenciosamente e invisivelmente verificando as suas identidades** e potencialmente pareando seus nomes com uma gama de informações prontamente disponíveis sobre hábitos, gostos, relacionamentos, saúde e comportamentos\", diz o grupo.\n\nAlguns exemplos de uso criminoso dos óculos da companhia já foram registrados, como uma modificação feita por universitários para identificar pessoas na rua com um software não oficial e a gravação de casos de assédio em casas de massagem.\n\nAlém disso, uma denúncia feita no mês passado alega que a Meta \"vaza\" vídeos íntimos gravados com esses dispositivos para moderadores humanos, que ajudam no treinamento da IA do produto. No Brasil, casos de pessoas filmadas sem autorização e que tiveram o material postado em redes sociais também já foram registrados.\n\n## O que diz a Meta\n\nApesar de não ter comentado oficialmente a carta enviada pelas entidades, a Meta já se pronunciou anteriormente sobre o potencial uso criminoso dos óculos.\n\nNo caso de assédio relatado, **a companhia diz que baniu as contas envolvidas**. Além disso, ela se defende da perda de privacidade sob o argumento de que os acessórios têm \"**uma luz LED que se acende sempre que alguém captura conteúdo, deixando claro que o dispositivo está gravando** , e incluem recursos para **impedir a gravação quando a luz é obstruída** \".\n\nO que achamos do Ray-Ban Meta Gen 2? Confira o review completo e em vídeo do TecMundo!",
  "title": "Grupos pedem que Meta não use reconhecimento facial em óculos inteligentes"
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