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  "publishedAt": "2026-04-09T21:45:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
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    "Segurança"
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  "textContent": "Mensagens falsas atribuídas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) circulam no WhatsApp com alertas de \"pendências eleitorais\" vinculadas ao CPF e um link para \"regularização imediata\". O esquema combina roubo de dados pessoais e cobrança fraudulenta via PIX.\n\nO contato começa pelo WhatsApp, com uma conta que usa o brasão do TSE como foto de perfil. Para aumentar a credibilidade, a mensagem já traz o nome completo e o CPF do destinatário preenchidos, dados provavelmente obtidos em vazamentos anteriores.\n\nO texto segue com \"AVISO URGENTE TSE\" e afirma que o título de eleitor está \"IRREGULAR devido a pendências eleitorais\". Em seguida, lista consequências como bloqueio de serviços públicos, dificuldade para emitir passaporte, RG e CNH, restrições bancárias e impedimento de voto. A mensagem termina com \"A sua fatura já está disponível\".\n\nTela de pagamento via PIX exibida pelo site falso após o usuário inserir o CPF; a página replica o visual da Justiça Eleitoral e coleta e-mail e telefone antes de gerar o QR Code. Imagem: TSE.\n\n## Site falso imita layout da Justiça Eleitoral e coleta CPF, e-mail e telefone\n\nO link da mensagem não pertence a nenhum domínio oficial do Judiciário. Sites do Poder Judiciário seguem obrigatoriamente o padrão [.jus.br], como [tse.jus.br], o endereço do site falso foge desse padrão. Ainda assim, a página replica a identidade visual da Justiça Eleitoral para parecer um canal oficial.\n\nO usuário é orientado a inserir o CPF para verificar a suposta pendência. Na tela seguinte, aparece uma lista de débitos com itens como \"multa por ausência eleitoral\", \"encargos legais e administrativos\" e \"regularização cadastral\", somando valores entre R$ 60 e R$ 67.\n\nSite fraudulento lista débitos fictícios — multa por ausência eleitoral, encargos e taxa de regularização — somando R$ 66,80, e exibe alerta de \"pendência eleitoral\" para pressionar a vítima a pagar. Imagem: TSE.\n\nAntes de exibir a chave PIX, o site ainda coleta e-mail e telefone da vítima, dados que podem ser usados em golpes futuros.\n\n## TSE não cobra por nenhum canal informal\n\nO TSE publicou nota confirmando que o conteúdo é falso e que não realiza \"qualquer tipo de cobrança para serviços de regularização eleitoral\". O tribunal também esclareceu que nem o TSE nem os Tribunais Regionais Eleitorais enviam boletos, solicitam pagamentos ou cobram taxas por mensagens, aplicativos, SMS ou e-mail.\n\nMensagem enviada pelo WhatsApp usa nome e CPF da vítima, se apresenta como \"Atendimento TSE\" e inclui link para domínio falso; o conteúdo foi classificado como falso pelo TSE. Imagem: TSE.\n\nConsultas sobre situação eleitoral e eventuais regularizações devem ser feitas exclusivamente pelos canais oficiais: o site tse.jus.br, o portal justicaeleitoral.jus.br e o aplicativo e-Título, disponível para Android e iOS. Em caso de multas eleitorais por ausência às urnas, a guia de pagamento pode ser emitida diretamente no site da Justiça Eleitoral.\n\n## Engenharia social a serviço do golpe\n\nA abordagem segue o padrão conhecido como engenharia social, termo usado para descrever golpes que manipulam emoções e confiança para induzir a vítima ao erro, em vez de explorar falhas técnicas. O tom de urgência com expressões em caixa alta como \"AVISO URGENTE\" e \"REGULARIZE URGENTE\" é projetado para eliminar o tempo de reflexão.\n\nAs consequências listadas são exageradas e genéricas, sem nenhum número de processo ou referência verificável. O uso do nome e do brasão do TSE é um recurso clássico desse tipo de ataque: emprestar a autoridade de uma instituição reconhecida para dar aparência de legitimidade à fraude.\n\nComparativo mostra a diferença entre o endereço falso (portal-brasil.site/tse/) e o domínio oficial da Justiça Eleitoral (tse.jus.br); sites do Poder Judiciário seguem obrigatoriamente o padrão .jus.br. Imagem: TSE.\n\nSimilarmente, a abordagem também envolve o chamado _phishing –_ termo em inglês derivado de “pescaria”. Nesses casos, os criminosos clonam serviços ou fingem ser contatos confiáveis para aplicar golpes em massa. As vítimas, quando as tentativas são bem-sucedidas, são “fisgadas”.\n\nAcompanhe o TecMundo nas redes sociais. Inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube para mais notícias de tecnologia e segurança.",
  "title": "Golpe no WhatsApp finge ser o TSE e cobra multa eleitoral via PIX"
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