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"path": "/seguranca/412255-criminosos-clonam-site-da-ticketmaster-para-vender-ingressos-falsos-do-bts.htm",
"publishedAt": "2026-04-09T12:45:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança",
"retorno da banda ao país",
"direcionado para o PIX",
"\"quase esgotando\""
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"textContent": "Criminosos estão explorando a expectativa pelos shows do BTS no Brasil para aplicar golpes de venda de ingressos falsos. Ao menos 10 páginas que imitam o site oficial da Ticketmaster foram identificadas só em abril de 2026, segundo levantamento da empresa de segurança Kaspersky.\n\nAs apresentações do grupo de K-pop estão marcadas para 28, 30 e 31 de outubro no Estádio do Morumbi, em São Paulo. É o primeiro retorno da banda ao país em sete anos.\n\n## Novo formato de compra é explorado pelos criminosos\n\nEste ano, a Ticketmaster implementou um novo formato de aquisição de ingressos. O processo agora envolve uma pré-reserva online combinada com retirada e pagamento presencial na bilheteria oficial. As reservas têm início nesta semana, com operações previstas entre 7 e 10 de abril.\n\nSegundo a Kaspersky, os golpistas estão aproveitando justamente a novidade para confundir fãs desavisados. Além da pressa para garantir um ingresso, possíveis dúvidas sobre como o novo processo funciona aumentam a vulnerabilidade do consumidor.\n\n\"A tendência é que novos domínios fraudulentos surjam ao longo dos próximos dias\", alerta Fabio Assolini, lead security researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.\n\n## Sites copiam Ticketmaster e simulam processo de compra\n\nAs páginas falsas reproduzem a estrutura visual da Ticketmaster com alto grau de fidelidade. Layout, identidade visual e etapas do processo de compra são replicados para confundir o usuário.\n\nO primeiro sinal de alerta está na URL. Enquanto o site legítimo termina em \".com.br\", os endereços falsos identificados usam extensões como \".online\", \".website\" e \".site\". Nesta terça-feira (7), enquanto o site oficial indicava ingressos esgotados, as páginas fraudulentas ainda exibiam entradas disponíveis, com preços entre R$ 340 e R$ 990.\n\n## Dados pessoais coletados antes do pagamento\n\nEm ao menos um dos sites, a vítima é solicitada a preencher CPF, nome completo, e-mail, cidade e número de celular antes de concluir a compra. O pagamento é então direcionado para o PIX, geralmente vinculado a contas de laranjas em fintechs, modus operandi já conhecido nesse tipo de fraude.\n\nA Kaspersky identificou uma evolução na tática. Alguns sites chegam a exibir a opção de pagamento por cartão, mas apresentam alertas de \"alta demanda\" para pressionar o usuário a trocar o método para PIX.\n\nDesde outubro de 2025, os bancos passaram a oferecer dentro do próprio ambiente do PIX uma função para contestar transações diretamente pelo aplicativo, sem necessidade de atendimento.\n\n\"Antes, o pagamento exclusivamente via PIX era um alerta de golpe. Agora, os criminosos criaram formas de contornar esse sinal, fazendo parecer que o pagamento com cartão é possível, mas inventam uma justificativa para pressionar a vítima a pagar via PIX\", explica Assolini.\n\n## Como identificar páginas falsas\n\nO primeiro cuidado é com a URL. Sites de grandes empresas brasileiras geralmente terminam em \".com.br\", e qualquer variação deve acender o alerta.\n\nPreços abaixo do mercado ou ingressos disponíveis quando o site oficial já mostra estoque esgotado também são sinais de fraude. Os valores oficiais vão de R$ 340 na meia-entrada de arquibancada a mais de R$ 3 mil nos pacotes VIP com soundcheck.\n\nImagem: REUTERS/Dado Ruvic.\n\nApesar de reproduzirem o layout com precisão crescente, os sites falsos sempre apresentam inconsistências visuais. Vale observar cada detalhe antes de confirmar qualquer dado.\n\nMensagens como \"quase esgotando\" ou contadores regressivos são táticas para pressionar a decisão de compra. Sites que aceitam apenas PIX como forma de pagamento também são um sinal imediato de golpe, assim como a ausência de informações de contato e CNPJ.\n\nNeste ciclo de vendas, o ponto mais importante é que o pagamento dos ingressos é exclusivamente presencial na bilheteria oficial. Qualquer cobrança via PIX ou outro meio online na fase de pré-reserva é golpe, sem exceção.\n\nImagem: Adobe Stock.\n\n\"A popularidade de grandes eventos e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe extremamente eficaz\", afirma Assolini. \"Os criminosos exploram não apenas a pressa para garantir ingressos, mas também possíveis dúvidas sobre o novo formato de compra, criando páginas cada vez mais convincentes.\"\n\n## O que diz a Ticketmaster\n\nAo _g1,_ a empresa afirmou que monitora continuamente anúncios e páginas que utilizam indevidamente sua marca e adota medidas para remoção junto às plataformas responsáveis, reconhecendo que o processo \"nem sempre é imediato por envolver terceiros\".\n\nA Ticketmaster reforçou que a venda oficial ocorre exclusivamente em **www.ticketmaster.com.br**.\n\n## O que fazer se cair no golpe\n\nQuem realizou uma compra em site falso deve entrar em contato com o banco o quanto antes e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), recurso que permite tentar reverter transações via PIX em casos de fraude. Também é possível registrar um Boletim de Ocorrência (BO) online.\n\nAcompanhe o TecMundo nas redes sociais. Para mais notícias de segurança e tecnologia, inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.",
"title": "Criminosos clonam site da Ticketmaster para vender ingressos falsos do BTS"
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