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  "publishedAt": "2026-04-09T13:00:00.000Z",
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    "The BRIEF",
    "setor automotivo",
    "sistemas avançados de assistência ao motorista",
    "Nesta matéria"
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  "textContent": "A Universidade de São Paulo (USP) lidera um projeto que planeja produzir até 60 milhões de chips anualmente, contribuindo para **reduzir a dependência do Brasil de componentes importados**. Trata-se da PocketFab, que teve a primeira unidade inaugurada recentemente.\n\nRevelada no ano passado, a iniciativa aposta no conceito de microfábricas de semicondutores, em escala compacta, modular e sustentável. Inédita no país, a infraestrutura tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SP).\n\n## Como funciona a PocketFab da USP?\n\nDiferente das megaestruturas convencionais, de grande escala e alto custo, as \"fábricas de bolso\" focam na **aceleração dos ciclos de inovação**. O modelo de fabricação de chips proposto aproxima a pesquisa de ponta da produção industrial.\n\n  * Nessas instalações, que têm **áreas próximas a 150 m²** , em média, acontece todo o processo do design de chips, feito pela USP;\n  * Já a **validação, integração e aplicação industrial** ficam a cargo do SENAI, que também lidera a formação de profissionais qualificados para o trabalho;\n  * O setor automotivo deve ser um dos principais beneficiados pela produção de chips nas PocketFabs, especialmente em um momento que a indústria sofre com a escassez do componente;\n  * Entre as aplicações desenvolvidas estão os chips para sistemas avançados de assistência ao motorista, melhorando a segurança, a conectividade e a eficiência produtiva.\n\nA iniciativa difere da produção tradicional de chips em alguns aspectos. (Imagem: SweetBunFactory/Getty Images)\n\nO projeto também prevê a produção de sensores inteligentes para manutenção preditiva e automação avançada, atendendo à indústria de máquinas e equipamentos. Componentes para dispositivos médicos e de saúde são outros que sairão desses locais.\n\n\"A PocketFab representa uma mudança de paradigma na forma de produzir semicondutores. É uma fábrica modular, flexível, sustentável e não massiva, **pensada para ser portátil e escalável** \", destacou o coordenador do Centro de Inovação da USP, Marcelo Knörich Zuffo.\n\n## Próximas unidades\n\nCom capacidade estimada para produzir 10 milhões de chips por ano, a primeira microfábrica de semicondutores do projeto servirá de base para a construção de outras unidades. A ideia é ter um total de **10 polos espalhados pelo território nacional**.\n\nEm cada uma das PocketFabs, devem ser contratados até 500 funcionários, incluindo técnicos, projetistas, engenheiros, pesquisadores e estagiários. Ainda não há um prazo definido para as próximas inaugurações.\n\nA iniciativa envolve, ainda, o diálogo direto com entidades como Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), entre outras.\n\nA crise dos chips vem afetando até mesmo a montagem de PCs. Nesta matéria, você confere dicas para economizar em meio à alta dos preços.",
  "title": "PocketFab: conheça a fábrica da USP que vai produzir 60 milhões de chips por ano"
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