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"publishedAt": "2026-04-07T13:00:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"The BRIEF",
"que condenou Meta e YouTube",
"ECA Digital",
"por este link"
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"textContent": "O bioquímico e ex-executivo da indústria do cigarro que ajudou a denunciar várias das controvérsias desse setor acredita que redes sociais são igualmente feitas para viciar adolescentes. **Jeffrey Wigand** , que ficou famoso na década de 1990 como informante, falou sobre o caso em entrevista para o _The Guardian_.\n\n\"A indústria do tabaco — assim como as empresas de redes sociais — viciava as pessoas intencionalmente, especialmente crianças, para poder usá-las como fonte de renda. Quando você começa a se viciar, precisa de cada vez mais da substância química que causa o efeito. **Eles desenvolvem programas deliberadamente e intencionalmente que exploram as vulnerabilidades de nossas crianças** \", comenta.\n\nWigand se refere especialmente ao resultado do recente julgamento que condenou Meta e YouTube por terem uma interface propositalmente feita para viciar adolescentes, com o caso sendo fundamentado pela história de uma jovem dos Estados Unidos que culpa os aplicativos por ampliar problemas de saúde mental.\n\n## As semelhanças entre cigarro e redes sociais\n\nSegundo Wigand, que trabalhou em gigantes do ramo do cigarro antes de se voltar contra elas, a estratégia é especialmente eficiente por explorar o cérebro ainda em desenvolvimento e \"bastante maleável\" desse público.\n\n\"Quando criança, é difícil entender o que é prejudicial. **Ela pensa: se é divertido e dá uma sensação boa, por que não continuar fazendo?** Esse é o problema do vício: ele te prende a um padrão de comportamento\", argumenta.\n\nWigand atuou como ativista e acabou com práticas de publicidade no setor do cigarro. (Imagem: Adam Rountree/GettyImages)\n\nO bioquímico ainda sugere que é possível implementar barreiras e restrições que restrinjam o acesso a certos conteúdos com base na idade — justamente um dos pontos do ECA Digital, que entrou em vigor recentemente no Brasil.\n\n\"É o mesmo que acontece com o tabaco: **podemos tentar aumentar a idade mínima para que os jovens tenham acesso às redes sociais** \", especula Wigand, que não deixa os filhos usarem esse tipo de plataforma por considerá-las “más\".\n\nO ex-executivo falou ainda sobre a sua própria experiência como informante no setor e **aconselhou gerentes de projetou ou programadores que sentem que estão \"tendo um impacto negativo\" a fazerem o mesmo** , desde que avaliem bem as várias consequências desse tipo de ato.\n\n\"Eles pegaram minha experiência médica de duas décadas e a aplicaram a um produto que, quando usado conforme as instruções, pode não apenas matar o usuário, mas também ferir pessoas inocentes. Essa nunca foi minha intenção\", conclui. A conversa inteira de Wigand pode ser lista em inglês por este link.",
"title": "Redes viciam jovens igual cigarro, diz executivo que denunciou indústria"
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