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  "publishedAt": "2026-03-31T15:00:00.000Z",
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    "investigação da Polícia Federal (PF)",
    "vídeos da trend",
    "não sofreram nenhuma restrição",
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  "textContent": "O TikTok está sendo processado pela União Brasileira de Mulheres (UBM) pela divulgação de **vídeos que fazem apologia à violência contra mulheres**. A entidade pede indenização por danos morais de R$ 100 milhões, conforme noticiou a _Folha de São Paulo_ no último domingo (29), enquanto o app diz não ter sido notificado.\n\nA ação civil pública tem relação com a trend \"Caso ela diga não\", que viralizou na rede social de vídeos curtos. Esses materiais também se tornaram alvo de investigação da Polícia Federal (PF) após solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), no início de março.\n\n## Vídeos continuam no ar, segundo a UBM\n\nCirculando no app de vídeos desde 2023, pelo menos, os conteúdos voltaram a ganhar destaque na semana do Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, o TikTok afirmou que removeu esses materiais, mas **a entidade ressalta que alguns seguem disponíveis**.\n\n  * Diante disso, a UBM solicitou à justiça tutela de urgência para a exclusão imediata e integral de todos os vídeos da trend \"Caso ela diga não\";\n  * Nesses materiais, homens simulam reações violentas ao serem rejeitados por mulheres, incluindo socos, facadas e tiros;\n  * A entidade destaca, ainda, que as contas dos autores dos vídeos não sofreram nenhuma restrição ou responsabilização pela divulgação de tais postagens;\n  * O processo cita um \"cenário de omissão\" por parte do TikTok em relação à divulgação massiva de conteúdos que ferem os direitos das mulheres.\n\nA entidade afirma que os conteúdos misóginos da trend seguem disponíveis no app de vídeos. (Imagem: Justin Sullivan/Getty Images)\n\nConforme a UBM, o **valor da indenização de R$ 100 milhões deve ser investido em projetos e iniciativas para a proteção dos direitos das mulheres**. Essas ações acontecerão durante 10 anos consecutivos.\n\nO documento também pede que a rede social atualize procedimentos de monitoramento, fiscalização e coibição de vídeos com violações aos direitos humanos, principalmente em relação às mulheres. Outra solicitação é a adoção de ferramentas eficientes de prevenção e remoção de conteúdos.\n\nQuestionado, o **TikTok afirmou que ainda não recebeu a notificação do processo**. O app de vídeos destacou que a equipe de moderação segue atenta na identificação de discursos de ódio, comportamento violento e promoção de ideologias de ódio, fazendo a exclusão quando há violação às diretrizes da plataforma.\n\nSiga no TecMundo e conheça os novos formatos de anúncios que estarão disponíveis na rede social de vídeos, em breve.",
  "title": "Entidade de mulheres processa TikTok por causa de trend misógina"
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